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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Casas com Alma


Muitas vezes pensamos que para ter uma casa agradável é preciso gastar muito com materiais e fazer um grande esforço. Nem sempre o luxo e o conforto de uma casa têm relação com o tamanho e o tipo de materiais.

O verdadeiro luxo consiste em viver numa casa que se adapte perfeitamente aos hábitos e modo de vida de quem a habite.

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Português apresenta em Madrid projecto de 'casa girassol'


Manuel Lopes tem 40 anos e sonha com «o primeiro aldeamento vivo do mundo», em que várias casas de um bairro girem em sincronia como num campo de girassóis, de modo a recolher mais energia do que consomem.Para este aluno de mestrado na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), o futuro passa também pela apresentação do projecto ‘Casas em Movimento’ na Solar Decathlon, a maior feira do mundo especializada em arquitectura sustentável, que em Setembro deste ano se realiza em Madrid (Espanha).
A maquete já está pronta e ilustra «o sistema mecânico que permite que a cobertura da casa, revestida a painéis fotovoltaicos, se comporte com um efeito de girassol», o que pode permitir produzir «cerca de duas vezes e meia mais electricidade do que precisa».
Manuel Lopes conta até com o apoio do vencedor do prémio Pritzker de 2011, Eduardo Souto de Moura, que assegurou que tinha entre mãos um projecto «à Souto de Moura» e que já garantiu a presença na Solar Decathlon.
A ideia começou por ser desenvolvida no âmbito do projecto LIDERA da Universidade do Porto, um programa de apoio a iniciativas multidisciplinares que fomentem a auto-aprendizagem.
Em entrevista à Lusa, Manuel contou que começou por «desenvolver uma solução que permitisse entender os painéis fotovoltaicos enquanto parte integrante da casa e não como mero apêndice que se colocasse em cima dela».
«Os movimentos da casa surgiram como solução para obter uma maior produção de energia», explicou, «sempre na perspectiva de conseguir um ganho térmico de forma a conseguir mais sombra durante o verão e permitindo que o sol incida mais na fachada durante o inverno», dando assim azo a um ganho térmico na ordem dos 60 a 80 por cento.
Além da plataforma giratória que movimenta toda a estrutura da casa, o projecto contempla uma pala, ou cobertura, revestida a painéis fotovoltaicos, que possui rotação própria e que «por si só já garante um ganho de 20% em produção de energia».
Manuel Lopes revelou ainda que «estes complementos não têm que existir em simultâneo», podendo ser adquiridos posteriormente e tirando partido da estrutura modular da casa, que pode até pagar a sua própria evolução com os ganhos energéticos que vai permitindo.
«Pode mesmo, ao longo do seu ciclo de vida, não efectuar qualquer movimento, porque a casa produz sempre muito mais energia do que utiliza, mesmo tendo em conta os consumos das movimentações mecânicas da cobertura ou de toda a estrutura», garantiu.
Manuel Lopes lidera a única equipa nacional representada na Solar Decathlon e o objetivo será também «mostrar os recursos do país, a partir de elementos como o próprio revestimento da casa, que é feito em cortiça».
A promoção nacional será fundamental na apresentação do projecto, até porque a organização «avalia desde a comunicação à gastronomia».
Por isso, vai levar um chef de cozinha para «mostrar como se come bem por cá» e quer ainda levar um grupo de fados, além de incorporar a cultura portuguesa no projecto ao utilizar a calçada portuguesa nos arranjos exteriores da maquete e do protótipo.
A ideia das ‘Casas em Movimento’ conta já com apoios de parceiros que vão da EDP à EFACEC ou a SONAE, uma ajuda «essencial» para a construção do protótipo, que deverá custar entre 250 mil e 300 mil euros.
O arquitecto sonha em projectar um destes aldeamentos vivos nas encostas do Douro, até porque acredita que com a industrialização e comercialização esse valor possa descer até metade, para ser depois compensado pela produção energética.
Em Madrid, a exibição do protótipo à escala real de uma das ‘Casas em Movimento’ deverá permitir que cerca de 200 mil visitantes conheçam não só a arquitectura, mas a cultura portuguesa.

Lusa/SOL

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Arquitectura genética

A Universidade do Sul da Califórnia (USC) construiu um pavilhão metálico que muda consoante as condições atmosféricas, um projecto que consiste em 14 mil peças de um material biometálico chamado termobiometal e que podemos encontrar, por exemplo, nas bobinas de um termostato tradicional.

Denominado Bloom, o projecto parte do conceito de arquitectura genética de Karl Chu, uma visão futurista em que os edifícios se adaptam, metamorfoseiam e reagem às mudanças do seu ambiente e habitat.

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quinta-feira, 1 de março de 2012

Eco-Casa de garrafas PET



Casa construída com garrafas PET

O reaproveitamento de garrafas Pet na construção de casas.
Como solução de construção rápida e barata, a Casa PET pode ajudar a resolver o problema de déficit habitacional em várias partes do mundo.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Revestimento de paredes luso altera as temperaturas



Revestimento de paredes luso altera as temperaturas
Investigadores da Universidade do Minho estão a criar um "revestimento revolucionário" para paredes e tetos que funciona como uma espécie de ar condicionado capaz de aquecer ou arrefecer a temperatura no interior das casas e escritórios.
 A inovação está a ser desenvolvida pelo Departamento de Engenharia Civil daquela instituição de ensino superior e a equipa de investigação minhota diz não ter registos de uma invenção do género no resto do mundo, o que a torna única.
 
O revestimento é uma argamassa inovadora composta por gesso, cal ou cimento, areia, água e cápsulas microscópicas de PCM (um material de mudança de fase). Esta camada serve como climatizador, transitando de fase líquida para sólida ou vice-versa em temperaturas próximas da ambiente (20-25ºC).
 
Através da transição de fase sólida para líquida é possível, por exemplo, fazer descer o termómetro e reter energia do compartimento, tornando a divisão mais fresca.

Tecnologia deverá popularizar-se em dez anos
 
Em comunicado, o professor José Barroso de Aguiar explica que a tecnologia, baseada em microcápsulas termicamente ativas aplicadas na superfície das argamassas, deverá vir a popularizar-se num futuro próximo.
 
"Acredito nesta tecnologia, é muito útil para a sociedade em geral. Dentro de dez anos será corrente no interior dos edifícios", afirmou. No que respeita ao preço elevado que a construção pode acarretar, José Barroso de Aguiar garante que se trata de um bom investimento.
 
"Vai valer a pena pagar mais quando se constrói mas saber que esse custo inicial [devido às cápsulas microscópicas] se amortiza em poucos anos, graças à poupança em eletricidade", realçou o professor.
 
Esta inovação assume uma particular importância devido ao facto de permitir reduzir o consumo de energia, aumentando a eficiência energética e ajudando a poupar na fatura elétrica e, simultaneamente, de proporcionar um maior conforto térmico e promover a ecossustentabilidade.
 
O projeto, designado "Contribuição de Argamassas Térmicas Ativas para a Eficiência Energética dos Edifícios" é apoiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e termina em 2013.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Casa do Penedo



À primeira vista a casa nem parece real; parece mais uma habitação dos Flinstones. Mas está perfeitamente integrada na paisagem natural. Por fora é toda feita de pedra, salvo as janelas tortas e o telhado. Por dentro, a mobília, as escadas e os corrimões feitos de troncos completam o aspecto rústico. Os vidros são à prova de bala, a porta é de aço e o sofá pesa 350 quilos, pois é feito em betão e madeira de eucalipto.

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Arquitectura Ecológica ou Sustentável




AFINAL, O QUE É A ARQUITECTURA ECOLÓGICA OU SUSTENTÁVEL?

É uma forma alternativa de pensar, projectar e construir edificações baseados no paradigma da Ecologia Ambiental. Trata-se de pensar o habitat como um espaço para a protecção (segurança física) mas também para a promoção da saúde do corpo e do espírito, e não só como resposta a uma função e a uma estética.

A eco-habitação deve ser pensada como um organismo vivo que respeita as leis naturais.

Os materiais usados devem respeitar o mais possível a relação com o ambiente, sendo de evitar a incorporação de produtos químicos, à semelhança do que já acontece com a agricultura biológica.

Se as roupas são a nossa segunda pele, a terceira são as paredes dos edifícios onde nos abrigamos. Assim, como passámos a usar, em muitos casos, tecidos naturais em detrimento dos produtos sintéticos, devemos passar a exigir uma qualidade construtiva superior, baseada nos princípios da ecologia.

Uma parede que separa o interior do exterior de uma habitação, construída com base nos princípios ecológicos, não é um elemento neutro. É um elemento “vivo” que “respira”, pois absorve a humidade, o calor e o frio.

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Conforto numa casa poupada - EcoCasa Portuguesa



Uma habitação bioclimática reúne boa arquitectura, optimização do clima, protecção do ambiente e poupança. Só em electricidade e gás pode poupar mais de 250 Euros anuais.

Projectar e construir um edifício considerando a envolvente climática é o objectivo da arquitectura bioclimática. Deste conceito advêm ganhos bastante significativos. Tanto no Inverno, como no Verão, quase não precisa de aquecer ou arrefecer as divisões de casa. Tal repercute-se na conta da electricidade e de gás, mais baixa do que em construções onde o conforto térmico não está assegurado. Portugal tem um clima bastante favorável à adopção destes princípios.

Para perceber como aplicar algumas técnicas na sua casa, de modo a conseguir um maior conforto térmico, pode recorrer às agências de energia, municipais ou regionais. A Agência para a Energia (www.adene.pt) tem informação sobre o Sistema de Certificação dos Edifícios e os novos regulamentos.

Construção atenta aos pormenores
  • A orientação das fachadas da casa a Sul é favorável, no Inverno ou Verão, desde que com sistemas de sombreamento a proteger do sol directo. Numa sala de 30 m², por exemplo, as necessidades de arrefecimento podem aumentar em 1 kW, se a sala for orientada a Oeste, em vez de a Sul.
  • O isolamento térmico das paredes simples previne fugas de calor entre o interior e o exterior da habitação. O mesmo deve ser colocado no exterior, revestindo paredes e vigas e evitando as pontes térmicas. Uma parede simples isolada pelo exterior evita até 50% das perdas de calor.
  • Os vidros duplos protegem do calor e do frio. Têm duas camadas de vidro, separadas por uma câmara de gás inerte, de maior efeito isolante. As perdas de calor para o exterior reduzem-se em 45% com uma janela de vidro duplo e caixilharia isolante.
  • A chamada Parede de Trombe é constituída por um vidro exterior orientado a Sul, uma caixa-de-ar e uma parede de grande inércia térmica (de tijolo maciço, por exemplo). Estas paredes acumulam o calor do Sol durante o dia, transmitindo-o para o interior durante a noite.
  • A técnica de arrefecimento pelo solo permite refrigerar as divisões, fazendo passar ar do exterior por tubos enterrados, onde arrefece, sendo depois libertado na casa. No Inverno, o mesmo sistema permite pré-aquecer o ar.
  • A água pode ser usada para arrefecer o ar. Caso haja espaço disponível em frente à habitação, é possível criar espelhos de água. A evaporação da água dá-se junto às paredes exteriores da casa, diminuindo a temperatura do ar em seu redor.
  • As palas, ou varandas, por cima das janelas ajudam, durante o Verão, a quebrar a incidência directa do Sol.
  • As janelas basculantes permitem, com o estore parcialmente fechado, arejar a casa. Por sua vez, as janelas pequenas evitam o arrefecimento excessivo das casas viradas a Norte.
  • A forma do edifício influencia as perdas e os ganhos de calor entre o interior e o exterior. Quanto mais compacto for o edifício, menor serão as perdas energéticas. Além disso, uma casa baixa está menos exposta ao vento.
  • O uso de vegetação, de preferência a Este e a Oeste, evita a entrada de radiação solar directa através das janelas e protege as paredes exteriores do excesso de calor. A vegetação também protege do vento e oxigena o ar.
  • A utilização de painéis solares fotovoltaicos permite converter a energia solar em eléctrica, enquanto os colectores solares têm a vantagem de usá-la para aquecer água. A instalação destes sistemas leva à redução do consumo de energia eléctrica.
No poupar está o ganho
  • A falta de conforto térmico nas casas resulta de problemas construtivos. Para ultrapassar o desconforto, gasta-se electricidade em excesso para aquecer ou arrefecer. Porém, as casas construídas segundo critérios bioclimáticos apresentam temperaturas que, na maior parte do ano, dispensam equipamentos de aquecimento ou arrefecimento. Num edifício, a fase de maior impacto ambiental é a da construção, dado concentrar a grande fatia de consumo energético. Aqui, a arquitectura bioclimática é crucial nos mecanismos a que recorre para o diminuir: a orientação solar, o correcto posicionamento do edifício no terreno, a escolha adequada dos materiais de construção.
  • Os materiais de construção também influenciam as condições climatéricas no interior. A inércia térmica, própria dos materiais pesados, como dos tijolos maciços e da pedra, é importante em casas bioclimáticas. Com grande inércia térmica, mantêm-se mais tempo frescas durante o dia, enquanto armazenam calor, que libertam à noite.
  • Considerando um cenário de consumo de 12 500 kWh/ano, correspondente a um gasto de electricidade de cerca de € 65 mensais e de € 35 de gás, a redução em 80% da fatia do aquecimento significa uma poupança anual superior a 250 euros.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cidades eficientes


Os consumos energéticos actuais põem em causa a nossa sustentabilidade. Torna-se, por isso, necessária uma nova mentalidade e soluções mais eficientes.
Em Portugal, os edifícios representam cerca de 30 por cento dos consumos globais do País e cerca de 60 por cento do consumo eléctrico. Os números colocam estes mesmos edifícios como o segundo maior responsável pelas emissões de gases com efeito de estufa, apenas ultrapassado pela utilização intensiva dos combustíveis, principais responsáveis pelo aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera e do aquecimento global do Planeta.
Com a crescente concentração populacional em redor das grandes cidades (mais de metade da população mundial vive em centros urbanos), não admira que passemos mais de 80 por cento do nosso tempo dentro de edifícios, onde, inúmeras vezes, utilizamos de forma menos correcta a energia à nossa disposição.
Perante os constantes alertas, vários países têm procurado respostas e soluções em conjunto, avançando com planos estratégicos e directivas que visam, além da diminuição dos gases de efeito de estufa e aposta nas energias renováveis, optimizar a eficiência energética dos edifícios.
Expoente dessas preocupações é a Estratégia Europa 2020, preparada pela Comissão Europeia e adoptada, no ano passado, pelo Parlamento Europeu e pelos Chefes de Estado e de governo da União. A missão é ambiciosa e, até 2020, a Europa quer criar as bases de um futuro feito de crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, onde o crescimento económico surja aliado à sustentabilidade ambiental e ao combate às desigualdades.
Ao abrigo das propostas apresentadas, todos os países devem estabelecer um plano de eficiência energética, onde, por exemplo, os governos poderão propor mecanismos de poupança de energia como programas de financiamento ou acordos voluntários com os fornecedores. Os governos devem, ainda, reduzir anualmente o consumo de energia dos edifícios públicos em, pelo menos, três por cento e exigir que a eficiência energética seja um critério na aquisição de bens e serviços.
Note-se, aliás, que desde 2006 que é obrigatório que todos os novos edifícios a licenciar (salvo aqueles em que é impossível) estejam equipados com um sistema solar de aquecimento de águas quentes. E, de acordo com a Directiva do Desempenho Energético dos Edifícios, os novos edifícios construídos a partir de 2018 deverão estar perto do zero em termos de emissões de dióxido de carbono e de consumo de energia.
Por seu lado, os fornecedores de energia deverão incentivar os clientes a maior eficiência energética, reduzindo, em 1,5 por cento, o volume de vendas todos os anos. Para tal, poderão aconselhar e auxiliar os consumidores a instalar janelas de vidros duplos, a isolar telhados ou a melhorar a eficiência dos sistemas de climatização.
Este tipo de medidas confirmam que todos podemos contribuir para construir uma cidade energeticamente eficiente. Trocar as lâmpadas convencionais por lâmpadas económicas ou LED e optar por equipamentos eléctricos de baixo consumo são gestos simples ao alcance de todos. Tão simples como desligar a luz antes de fechar a porta.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Construção Sustentável - Casas em Taipa


O acto mais sustentável que existe é reabilitar e aproveitar o que existe.

A sustentabilidade não é opção, é o único caminho. 
A gestão eficiente da água e o aproveitamento dos recursos energéticos renováveis podem ser determinantes para a sustentabilidade económica.

A eco-construção refere-se aos edifícios ou empreendimentos que são concebidos para reduzir o impacto no meio ambiente. São, portanto, edifícios mais eficientes na utilização de energia, na utilização da água e recorrendo a recursos locais, nomeadamente ao nível dos materiais de construção.

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Casas em Taipa - Construção Sustentável


A construção em terra, pedra e madeira permite cumprir um dos principais papéis que se impõe às construções actuais: a sustentabilidade dos materiais utilizados. Qualquer um destes materiais é reutilizável, não constituindo qualquer perigo, nem sobrecarga ambiental mesmo após a sua vida útil.

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Foto:Habitação em Beja
Habitação unifamiliar construída em taipa...
Proj. Arquitectura Bartolomeu Costa Cabral, João Gomes 
e Mário Anselmo Crespo

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

SUSTAINABLE CABIN





Respondendo a um desafio... estudantes do Texas, mais concretamente da Texas Tech University, criaram esta cabana inspirada em desenhos de Thoreau e Le Corbusier. 

Após a sua construção foi instalada em Wichita Falls onde é usada por estudantes no estudo de princípios de design sustentável.



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sábado, 17 de dezembro de 2011

A construção em terra


Ainda hoje, são inúmeros os montes com construções em taipa, muitos deles abandonados à espera de renovação.

Em Portugal, é essencialmente no Baixo Alentejo que a construção em terra tem maior expressão. A estrutura geológica, as características do solo, a herança cultural de povos com tradição em construções de terra, o clima seco e o ambiente essencialmente rural são factores fundamentais para potenciar o desenvolvimento da construção em terra.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Chaminé em Tijolo Burro



O tijolo burro é utilizado na construção há vários milénios, não tendo as suas caracteristicas variado significativamente ao longo dos anos, uma vez que tal como nos primórdios continua a ser fabricado com a mesma matéria prima, a argila (terracota). 

O tijolo burro é fabricado a partir de argila extraída em barreiros próprios, que depois de triturada e moída é amassada, podendo então ser moldada com o formato desejado, neste caso o tijolo burro. Após um periodo de secagem que varia de acordo com as condições metereológicas ( o tempo de secagem depende do calor e da humidade do ar) e que pode ir de 5 a 30 dias, o tijolo burro, ainda cru, é introduzido no forno onde será cozido a uma temperatura de aproximadamente 1100º.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Construção em Taipa - Aldeia de Safira / Montemor o Novo

Numa viagem cibernética na demanda de mais interessantes ruínas  encontrei  uma aldeia abandonada que agoniza no Alentejo. As descrições que li sobre este local não lhe fizeram suficiente justiça ou a minha imaginação não terá sido suficientemente estimulada...é mais um local paradisíaco que além de distantes recordações guarda ainda entre as suas pedras muitas memórias latentes.
 

 Quando falei neste local ao meu novo amigalhaço que me levou num agradável e ruinoso passeio por terras alentejanas, para grande sorte minha, não só ficava no nosso itinerário como também já conhecia este local. A aldeia de Safira fica situada perto de Montemor o Novo, numa via de acesso a escassos kilómetros da EN4. Por ser demasiado isolada das vizinhas populações foi perdendo importância social e económica, que acabou por condenar esta povoação a uma morte lenta. Irónicamente, as distâncias hoje em dia são fáceis de cumprir, embora de nada valha a esta velha aldeia que ninguém se lembrou de ressuscitar. 
 A aldeia de Safira foi erigida no cume de um pequeno monte, circundado por uma lagoa e campos de montado. Avista-se o cemitério na outra margem, que embora não esteja bem cuidado é ainda utilizado e não está em ruínas. A  estrutura da aldeia é bastante pequena, resumindo-se a um pequeno aglomerado de casario e a uma igreja, cujas dimensões que testemunham que esta terra era frequentada por uma numerosa população.
 

É mais uma paisagem idílica que parou no tempo. Aqui reinava a paz e a alegria de uma manhã de primavera... todos os elementos constantes nesta paisagem eram de uma harmonia incomensurável, não só pela quietude do espaço circundante, mas também pela comunhão que esta aldeia tem com a natureza, justificam a toponímia de “Safira” como uma valiosa e rara jóia. 

Todo este património natural, histórico e arquitectónico fizeram-me viver uma forte emoção e inspiraram um dia de trabalho ruinoso. O ar puro que se respira convida a sentir o cheiro do campo e apura todos os sentidos, sem um único indício de poluição sonora, visual, actos de vandalismo ou qualquer outro agente intoxicante, facilmente nos deixamos envolver nesta atmosfera cheia de fantasmas e boas memórias. 

 As habitações são humildes e construídas em taipa, como é característico nesta região. Este tipo de construções utilizam como matéria prima para a sua edificação a própria terra que é retirada quando se escavam os alicerces.  
 Com esta terra é feita uma argamassa que junta com a pedra, mantém firme  as robustas paredes. Por serem utilizados materiais que não oferecem grande resistência aos agentes erosivos, a manutenção torna-se difícil e constante tornando-as vulneráveis a um período de tempo bastante mais curto em relação a outro tipo de construções. 

Há apenas quatro casas em Safira, por serem de arquitectura chã não permitem um grande aglomerado populacional, o que leva a concluir que toda a importância deste local se centrava na igreja, pólo de atracção social de todas as localidades vizinhas e certamente deu um enorme protagonismo económico e político a Safira, tendo esta chegado a ser freguesia do concelho de Montemor o Novo e teve até um titular, Augusto Dâmaso Miguens da Silva Ramalho da Costa, um latifundiário de Montemor-o-Novo, cidade onde exerceu também o cargo de Presidente da Câmara. O título de Visconde foi criado  por decreto do Rei D. Luís em 30 de Abril de 1886 e mais tarde foi elevado a Conde. Faleceu em Montemor a 3 de Fevereiro de 1945, sem descendência. 
 “No ano 1768 o Padre Thomás de Vasconcelos Camello, respondendo "aos interrogatórios" ordenados pelo  Arcebispo de Évora Dom Frei Miguel de Távora, escrevia: "tem esta freguesia 57 propriedades, e nelas se incluem 120 fogos onde residem 578 pessoas. No alto de uma charneca estão edificadas a igreja e as casas do padre e do sacristão ". 
 
 Segundo esta descrição, este pequeno aglomerado era o centro de uma dispersa povoação que para aqui convergia  pela existência de uma “casa de Deus” . A igreja foi construída no século XV, durante o bispado do Infante Cardeal D. Afonso, filho de D. Manuel I e foi severamente castigada no terramoto de 1755. Dela restam hoje apenas as paredes, o telhado há muito que derrocou  deixando exposto o seu interior. 
 

 A fachada  mantém-se firme desde o último restauro em 1903, conforme a data de uma lápide que teimosamente resiste às intempéries.  
 O retábulo era ornamentado com frescos em trompe l’oeil dos quais restam ainda ilegíveis vestígios, tem três nichos e uma escada que dá acesso ao nicho maior . Onde era a sacristia jaz hoje no chão um telhado apodrecido, entre quatro paredes pintadas num vermelho vivo que bem condiz com o vinho tinto da região.  

As casas que compõem este conjunto são bem diferentes entre si. A primeira estrutura da aldeia tem uma comprida fachada e uma arquitectura mais ou menos elaborada entre as casas que une.  São três casas geminadas que certamente terão sido a taberna e loja, além de habitação.    

A casa menor quase se sobrepõe a esta, plantada a caminho da igreja bem no meio da encosta evidenciando-se pelo isolamento e pela arquitectura mais rude e robusta... embora a sua robustez já não seja a mesma, as suas paredes mantém-se de pé.
 

A maior casa seria certamente a do padre e é a que se encontra em pior estado de conservação não havendo sequer vestígios da sua traça. Tem como vizinha duas oliveiras e tem ainda nas traseiras um nostálgico forno. 

Safira estará para sempre preservada enquanto o seu espírito se mantiver vivo,  salvando-se pela solidão que a mantém asua índole incólume e intocada pelo progresso.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Casas Contentor - As vantagens são notáveis

Com características modulares com base nas formas geométricas dos contentores, a criação de casas parece uma brincadeira com peças de lego gigantes. Mas são casas reais, que estão a ser construídas a partir de contentores.


As vantagens são notáveis: baixo custo, redução de  tempo de obra bastante reduzido além de ter como ponto de partida valores socialmente correctos como a reciclagem e a sustentabilidade. 


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sábado, 3 de dezembro de 2011

Construção em Terra


A construção em terra voltou a ter procura em Portugal, sobretudo no Litoral Alentejano e Algarve, onde os arquitectos vêm aperfeiçoando as técnicas de reutilização de materiais em nome da "sustentabilidade do futuro". 

A maior vantagem desta construção recai sobre o comportamento das casas em termos de inércia térmica, fazendo com que o interior dos imóveis seja fresco no Verão e quente no Inverno.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Construção em Terra Crua - Casas em Taipa



"Para fazer uma boa taipa, a terra tem de ser carregada por um coxo e batida por um louco"


Quer isto dizer que quem transporta a terra tem de o fazer com lentidão, de modo a permitir aos que a batem (são normalmente dois homens... os taipeiros), o façam vigorosamente, como loucos. Actualmente, o processo de compressão da terra é feito com pilões pneumáticos.


Característica da cultura mediterrânea, a taipa, mais do que uma técnica, é o reflexo da perspectiva social, económica e cultural de uma época.


A construção em terra crua é totalmente ecológica, com materiais não poluentes e tendo como única fonte de energia o sol.


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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Taipeiros - Casas em Terra




Em Portugal existem grandes manchas de construção em terra, tanto no Alentejo como no Algarve, sendo comum há umas décadas atrás, ver taipeiros aos pares sobre as paredes apiloando a terra à cadência certa de uma canção própria.


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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Casas em Taipa




O objectivo da construção é habitar.


Pode dizer-se que o objectivo da construção é habitar, tornando viável a condição de ser. Mas o acto de construir reflecte a existência de um pensamento indutor do que se objectiva fazer, face às necessidades e às características físicas e culturais do contexto em que se insere o acto. Daí que as habitações humanas sejam construídas em concordância com a diversidade das circunstâncias físicas, naturais e sociais. A tal ponto que há uma relação íntima entre cada sociedade humana e um certo habitat formalizado peculiarmente.


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