quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Coberturas verdes ou ajardinadas


As coberturas verdes são uma opção interessante, desde que bem executadas, uma vez que contribuem para o conforto no interior da habitação, para além de influenciar positivamente o microclima urbano. São ainda pouco comuns no nosso país.

Sendo um tipo de cobertura muito especifica é necessário ter especial atenção à impermeabilização já que a presença da água é constante devido à existência de terra e plantas. A camada drenante deverá por isso ser constituída por um elemento filtrante permeável à água mas capaz de reter os elementos vegetais mais finos.

Vantagens

Ambientais

  • Combatem o efeito ilha de calor urbano, fenómeno responsável pelo aumento de temperatura dentro do perímetro das cidades, devido ao aquecimento provocado por emissores de CO2 como veículos e aparelhos de ar-condicionado, assim como pela energia solar absorvida pelas superfícies das construções urbanas, depois libertada para a atmosfera em forma de calor.
  • Melhoram a qualidade do ar, devido à capacidade libertação de oxigénio e de absorção de CO2 das plantas e árvores.
  • Filtram o Ar, absorvendo partículas de pó.
  • Absorve a precipitação, o que resulta em menos 70% das águas pluviais, e consequente redução da pressão nos esgotos da cidade.
  • Aumenta os espaços de habitat para a fauna local, como pássaros, insectos e outros pequenos animais.
  • Reduz a emissões de CO2 do edifício, as suas propriedades isolantes baixam os consumos energéticos.

Sociais

  • Proporcionam espaços agradáveis à vista, com possibilidade de uso para lazer, a nível público (jardim ou parque urbano), e agricultura urbana.

Económicas

  • Aumento da eficiência energética nos edifícios pelas suas propriedades isolantes, reduzindo assim os custos de aquecimento e refrigeração sem necessitar de outro isolamento térmico. Durante o Verão protege o edifício da insolação directa e no Inverno reduz as perdas de calor.
  • Maior longevidade da cobertura, durando cerca do dobro do tempo das coberturas planas tradicionais
  • Reduz os gastos em comida e deslocação, ao proporcionar um espaço de agricultura urbana .

Para o edifício

  • Reduz a incidência de ventos.
  • Melhora o isolamento acústico do edifício.

Desvantagens

  • Sistema construtivo mais caro, mas rapidamente compensado pela poupança energética.
  • Custos de manutenção podem ser maiores, dependendo do tipo de cobertura verde.
  • Restrições ao nível do clima (por exemplo: zonas com muito vento não são propícias a jardins nas coberturas)
  • Sistemas de escoamento mais complexos, que saem mais caros em caso de necessitarem de reparação
  • Alguns tipos de coberturas verdes necessitam de estruturas mais resistentes para suportar o peso adicional.
A maior parte das coberturas verdes têm todas os mesmos componentes básicos: Membranas Impermeáveis e resistentes às raízes, um sistema de drenagem, um filtro geotêxtil e plantas.

EcoCasa Portuguesa

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Telhados Verdes



Melhorando o isolamento das suas casas, as pessoas podiam poupar até 85% nas suas facturas energéticas.

No conjunto da União Europeia os edifícios comerciais e residenciais concentram 40% do consumo total de energia e 36% das emissões de dióxido de carbono. Existe agora um amplo consenso sobre a importância estratégica dos edifícios com o objectivo de atingir as metas da UE para 2020 de 20% de poupança de energia e de 30% de redução nas emissões de gases de efeito estufa.

EcoCasa Portuguesa
http://www.facebook.com/ecocasaportuguesa

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Eco-Casas



Muitas vezes pensamos que para ter uma casa agradável é preciso gastar muito com materiais e fazer um grande esforço. Nem sempre o luxo e o conforto de uma casa têm relação com o tamanho e o tipo de materiais.


O verdadeiro luxo consiste em viver numa casa que se adapte perfeitamente aos hábitos e modo de vida de quem a habite.

EcoCasa Portuguesa
http://www.facebook.com/ecocasaportuguesa

domingo, 23 de outubro de 2011

Casas em Taipa - Pisar a Terra Nua e Crua


Casas em Taipa

Há mestres construtores que levantam casas em terra crua. Isto desde o tempo em que Cristo andava pelo mundo. Deitam a terra entre dois taipais de madeira, fecham os topos com comportas, apertam tudo com agulhas de ferro, costeiros e cordas e pisando-a com maços, levantam paredes. Esses especialistas eram – porque hoje já quase não existem – os construtores da taipa, pedreiros que, além desta, dominavam outras técnicas de construção.
A maior parte do Alentejo abrigou as suas gentes em casas de taipa. Casas senhoriais de impressionante traçado foram assim construídas, sirva como exemplo o Paço Ducal de Vila Viçosa. Outras vezes eram construções de somente quatro paredes, quase sem compartimentos, como as pobres casas do Castelo, em Serpa.
Construir em taipa é uma forma de utilizar o mais singelo e comum dos materiais: a terra. A pedra há que procurá-la aqui e ali, ajeitá-la, parti-la. O tijolo há que moldá-lo do barro, secá-lo, cozê-lo, dispô-lo um sobre o outro. A terra, de onde vimos e aonde retornamos, é outra coisa. Está à mão. Existe em toda a parte. Há só que compactá-la para que ganhe resistência. Prensá-la de forma adequada, para que se transforme em barreira contra a intempérie. É uma invenção quase óbvia do homem.
(…)
(do livro Margem Esquerda do Guadiana de João Mário Caldeira)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Casas para o presente e futuro





EcoCasa Portuguesa o “estado da arte”, do cruzamento entre arquitectura, energia e ecologia, o ponto máximo das técnicas e tecnologias passivas e possíveis.


Os principais objectivos deste projecto são atrair, sensibilizar e informar as pessoas que procuram (re) construir edifícios e espaços. Para tal, serão convidados todos aqueles/as que projectam, planeiam e executam as construções e os equipamentos, com uma atitude intencional na criação de construções sustentáveis, com menores custos económicos e ambientais aportando valor acrescentado à qualidade de vida.


Junte-se a nós!
EcoCasa Portuguesa
Obrigado por nos ajudar a mudar o Mundo!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Simulador de Eficiência Energética CasA+




A ADENE – Agência para a Energia convida-o a experimentar o simulador de eficiência energética em edifícios CasA+, através do qual poderá realizar de forma simples e interactiva o levantamento da eficiência energética e do impacto ecológico da sua habitação e ficar ainda a conhecer sugestões para melhorar o desempenho energético em áreas como aquecimento, arrefecimento e águas sanitárias.

Aceda a www.casamais.adene.pt

EcoCasa Portuguesa
Portugal a cooperar! Um projecto. Uma Eco Casa. E... todos os portugueses!

Obrigado por nos ajudar a mudar o Mundo!
http://www.facebook.com/ecocasaportuguesa


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A importância da orientação do edifício no consumo de energia


As características arquitectónicas e construtivas dos edifícios têm uma influência determinante nas condições de conforto interior. Um edifício que tenha sido projectado e construído sem ter em conta as condições climatéricas do local não poderá ser considerado um edifício eficiente na utilização de energia para proporcionar conforto aos seus moradores. A consequência directa desta abordagem é a elevada incidência dos custos de aquecimento e de ar condicionado nas despesas familiares.


Uma variável de grande relevância para os edifícios é a radiação solar, dependente da orientação do edifício. A capacidade que um edifício tem de captar a radiação solar nos períodos em que existe uma maior necessidade de energia (isto é, no Inverno) e de ter a menor superfície possível exposta à luz do Sol quando existe a necessidade de dissipar o calor (isto é, no Verão) determina o grau de conforto oferecido aos ocupantes e os consequentes gastos de energia em climatização (aquecimento ou arrefecimento).

Regra geral, é preferível que a exposição solar das superfícies a Este e Oeste seja reduzida. Estas duas orientações são irradiadas principalmente durante o Verão e a entrada de radiação é muito difícil de controlar, uma vez que se faz quase perpendicularmente às janelas. Para combater a influência do frio do Inverno, é aconselhável reduzir as paredes e janelas orientadas para o Norte e aumentar as que estão orientadas para o Sul, também porque as paredes voltadas para o Sul são mais fáceis de proteger dos raios solares durante o Verão.


Conteúdos foram elaborados em parceria com a ADENE


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Gerar a sua própria energia



As tecnologias de energias renováveis como os painéis solares, micro-turbinas eólicas e aquecimento a biomassa estão a tornar-se cada vez mais populares e permitem-lhe gerar a sua própria energia.

Assumem-se como alternativas efetivas aos combustíveis fósseis e permitem a auto-produção de energia permitindo reduzir as emissões de dióxido de carbono.

As energias renováveis derivam de fontes inesgotáveis como o sol, o vento e água. A utilização destas fontes de energia permite reduzir a nossa dependência de combustíveis fósseis que contribuem para as alterações climáticas.

Saiba mais sobre o funcionamento destas tecnologias, bem como sobre a legislação em vigor.



EcoCasa Portuguesa
http://www.facebook.com/ecocasaportuguesa


Conheça também a oferta de microgeração da EDP.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Transformando dunas em arquitectura





Estudante de arquitectura Magnus Larsson detalha seu projeto arrojado de transformar o cruel deserto do Sahara usando bactéria e um surpreendente material construtivo: a própria areia.

sábado, 8 de outubro de 2011

Telhas Solares Fotovoltaicas




telhas solares Inovação com Telhas Solares Fotovoltaicas Permite Produzir Energia

O projecto ‘Solar Tiles’, da Universidade do Minho e da Nova de Lisboa, é apresentado como ‘inovador’ em termos de tecnologia e investigação a ‘nível mundial’, no aproveitamento da energia solar através de telhas fotovoltaicas.

O projecto ‘Solar Tiles’, da Universidade do Minho e da Nova de Lisboa, é apresentado como ‘inovador’ em termos de tecnologia e investigação a ‘nível mundial’, no aproveitamento da energia solar através de telhas fotovoltaicas. Em breve, poderá surgir no mercado a nova telha, produtora de energia e também esteticamente atractiva, que suscita interesse de privados.

Quem pensa nas telhas de uma qualquer casa assume que elas têm apenas o papel de proteger a casa do clima, mas um grupo de investigadores das universidades do Minho e da Nova de Lisboa está a desenvolver um projecto de construção de telhas com capacidade de produzir energia fotovoltaica. Um dia destes, todo o telhado de uma habitação será o seu principal ponto de fornecimento de energia, garantem os especialistas. Este projecto até já tem empresas interessadas e nesta altura está na fase de protótipo, como um segredo bem guardado.
A demanda energética a que temos assistido nos últimos anos tem levado à necessidade de exploração de novas fontes de energia, começa por recordar, ao DN, Vasco Teixeira, coordenador do Grupo de Revestimentos Funcionais (GRF) do Centro de Física da Universidade do Minho (CFUM). É aqui que “entra” o projecto Solar Tiles. “O mais importante e abundante recurso que nos é naturalmente oferecido é o Sol, apresentando-se como uma inesgotável, e amiga do ambiente, fonte de energia. A sua radiação pode ser convertida em energia eléctrica devido ao efeito fotovoltaico”, justifica.
Esta tecnologia, acrescenta o docente, tem sido alvo de grande interesse por ser geradora de “uma energia eléctrica amiga do ambiente e economicamente atractiva”. Tecnicamente, a produção dos equipamentos conversores baseia-se em estruturas multicamada de silício microcristalino, na forma de painéis fotovoltaicos, e “que se encontram actualmente disponíveis no mercado”.
Aqui surge o primeiro problema. Apesar da utilidade energética, coloca-se a “aparência inestética” destes equipamentos, e a maior preocupação centra-se na melhoria da sua actual forma comercial. “Para colmatar esta faceta menos harmoniosa tem vindo a criar-se um novo conceito, Building Integrated Photovoltaics, que consiste em aplicar os referidos equipamentos como elementos estruturantes dos edifícios, podendo substituir os materiais de construção convencionais.”
Ou seja, este conceito visa tornar os equipamentos geradores (painéis fotovoltaicos) em componentes de construção que “possam ser integrados de uma forma estética e harmoniosa na construção de edifícios com design contemporâneo, amigos do ambiente e energeticamente auto-sustentáveis”. Segundo Vasco Teixeira, a forma mais prática de o conseguir passa por produzir as células fotovoltaicas sobre os materiais actualmente utilizados na construção, nomeadamente os cerâmicos convencionais, usuais no revestimento das coberturas e fachadas.
Um conceito que na sua forma original até nem é nova, já que existem actualmente no mercado diversas variantes da “telha fotovoltaica”. “Contudo, estes conceitos baseiam–se em telhas planas que recorrem a tecnologia de silício cristalino e não de filme fino incorporado directamente na telha”, aponta o investigador, que sublinha que o fabrico dos revestimentos para as células solares “baseia-se em processos atomísticos em vácuo, amigos do ambiente”. Telhas “bonitas” e “energéticas”, eis o propósito final.
O projecto Solar Tiles é um dos vários em curso na Universidade do Minho, no domínio da energia. A investigação centra-se em torno dos painéis fotovoltaicos, “para tentar aumentar a sua eficiência na transformação de energia luminosa em eléctrica, utilizando materiais poliméricos”, explica a universidade. A investigação já dura há dois anos, mas o novo produto só será apresentado em 2011.
Via: Portal Energias Renovaveis
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...