sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Casas de taipa e palha



A terra como matéria-prima na elevação de alvenarias, de abóbadas e de outros elementos construtivos tem sido empregada desde o período pré-histórico. Na Turquia, na Assíria e em outros lugares no Oriente Médio foram encontradas construções com terra apiloada ou moldada, datando de entre 9000 e 5000 A.C. (Minke, 2001). 


No Egipto antigo os adobes de terra crua, assentados com finas camadas de areia, eram utilizados na edificação de fortificações e residências, e uma espécie de argamassa feita de argila e areia era material de preenchimento de lajes de cobertura estruturadas com troncos roliços. As muralhas da China também foram edificadas com argila apiloada entre alvenarias duplas de pedra.

O termo taipa, genericamente empregado, significa a utilização de solo, argila ou terra como matéria-prima básica de construção. A origem, provavelmente árabe do vocábulo, entrou para a língua portuguesa por influência mourisca.

As referências do uso das taipas em Portugal são registradas pelos escritores desde a presença romana e traduz sempre o uso da terra como o componente mais importante. As regiões de Portugal que mais utilizaram e utilizam a taipa hoje em dia, são as regiões do Alentejo e Algarve.



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Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção


No próximo dia 23 de Novembro, entidades públicas e privadas, de natureza reguladora, empresarial, académica e científica, juntam-se para apresentar publicamente a PTPC-Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção, organismo que vai procurar dinamizar a actividade de investigação, desenvolvimento tecnológico e inovação, com o objectivo de tornar o Sector português mais competitivo à escala internacional.
A cerimónia de apresentação da nova estrutura, cuja ambição é agregar agentes da fileira da Construção, organizações públicas e privadas, com a finalidade de promover a reflexão sobre o Sector e estabelecer uma estratégia de desenvolvimento sustentável da indústria da construção portuguesa, coincide com o 1º Fórum Estratégico: “O conhecimento na base da competitividade e internacionalização da Construção portuguesa”.
O encontro conta com a presença e intervenção do presidente da FEPICOP e da AECOPS, Ricardo Pedrosa Gomes, de representantes da comissão instaladora da PTPC, nomeadamente, dos presidentes do LNEC, Carlos Pina, da Mota-Engil, Ismael Gaspar, e da Somague, José Machado do Vale, e, ainda, do director-geral da Cotec, Daniel Bessa, e do presidente da Efacec, João Bento.
Serão também proferidas duas palestras, uma por Francisco Jaime Quesado, sob o tema “Vencer com engenho e arte”, e outra por Rui Guimarães, com o tema “Conhecimento e cooperação”.
A apresentação pública da PTPC e a realização do seu 1º Fórum Estratégico, para as quais gostaríamos de convidar um representante desse prestigiado órgão de comunicação social, decorrerá a partir das 14H00, no Auditório do Centro de Congressos do LNEC, conforme programa anexo.
Fonte PTPC

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Coberturas verdes ou ajardinadas


As coberturas verdes são uma opção interessante, desde que bem executadas, uma vez que contribuem para o conforto no interior da habitação, para além de influenciar positivamente o microclima urbano. São ainda pouco comuns no nosso país.

Sendo um tipo de cobertura muito especifica é necessário ter especial atenção à impermeabilização já que a presença da água é constante devido à existência de terra e plantas. A camada drenante deverá por isso ser constituída por um elemento filtrante permeável à água mas capaz de reter os elementos vegetais mais finos.

Vantagens

Ambientais

  • Combatem o efeito ilha de calor urbano, fenómeno responsável pelo aumento de temperatura dentro do perímetro das cidades, devido ao aquecimento provocado por emissores de CO2 como veículos e aparelhos de ar-condicionado, assim como pela energia solar absorvida pelas superfícies das construções urbanas, depois libertada para a atmosfera em forma de calor.
  • Melhoram a qualidade do ar, devido à capacidade libertação de oxigénio e de absorção de CO2 das plantas e árvores.
  • Filtram o Ar, absorvendo partículas de pó.
  • Absorve a precipitação, o que resulta em menos 70% das águas pluviais, e consequente redução da pressão nos esgotos da cidade.
  • Aumenta os espaços de habitat para a fauna local, como pássaros, insectos e outros pequenos animais.
  • Reduz a emissões de CO2 do edifício, as suas propriedades isolantes baixam os consumos energéticos.

Sociais

  • Proporcionam espaços agradáveis à vista, com possibilidade de uso para lazer, a nível público (jardim ou parque urbano), e agricultura urbana.

Económicas

  • Aumento da eficiência energética nos edifícios pelas suas propriedades isolantes, reduzindo assim os custos de aquecimento e refrigeração sem necessitar de outro isolamento térmico. Durante o Verão protege o edifício da insolação directa e no Inverno reduz as perdas de calor.
  • Maior longevidade da cobertura, durando cerca do dobro do tempo das coberturas planas tradicionais
  • Reduz os gastos em comida e deslocação, ao proporcionar um espaço de agricultura urbana .

Para o edifício

  • Reduz a incidência de ventos.
  • Melhora o isolamento acústico do edifício.

Desvantagens

  • Sistema construtivo mais caro, mas rapidamente compensado pela poupança energética.
  • Custos de manutenção podem ser maiores, dependendo do tipo de cobertura verde.
  • Restrições ao nível do clima (por exemplo: zonas com muito vento não são propícias a jardins nas coberturas)
  • Sistemas de escoamento mais complexos, que saem mais caros em caso de necessitarem de reparação
  • Alguns tipos de coberturas verdes necessitam de estruturas mais resistentes para suportar o peso adicional.
A maior parte das coberturas verdes têm todas os mesmos componentes básicos: Membranas Impermeáveis e resistentes às raízes, um sistema de drenagem, um filtro geotêxtil e plantas.

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Telhados Verdes



Melhorando o isolamento das suas casas, as pessoas podiam poupar até 85% nas suas facturas energéticas.

No conjunto da União Europeia os edifícios comerciais e residenciais concentram 40% do consumo total de energia e 36% das emissões de dióxido de carbono. Existe agora um amplo consenso sobre a importância estratégica dos edifícios com o objectivo de atingir as metas da UE para 2020 de 20% de poupança de energia e de 30% de redução nas emissões de gases de efeito estufa.

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Eco-Casas



Muitas vezes pensamos que para ter uma casa agradável é preciso gastar muito com materiais e fazer um grande esforço. Nem sempre o luxo e o conforto de uma casa têm relação com o tamanho e o tipo de materiais.


O verdadeiro luxo consiste em viver numa casa que se adapte perfeitamente aos hábitos e modo de vida de quem a habite.

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domingo, 23 de outubro de 2011

Casas em Taipa - Pisar a Terra Nua e Crua


Casas em Taipa

Há mestres construtores que levantam casas em terra crua. Isto desde o tempo em que Cristo andava pelo mundo. Deitam a terra entre dois taipais de madeira, fecham os topos com comportas, apertam tudo com agulhas de ferro, costeiros e cordas e pisando-a com maços, levantam paredes. Esses especialistas eram – porque hoje já quase não existem – os construtores da taipa, pedreiros que, além desta, dominavam outras técnicas de construção.
A maior parte do Alentejo abrigou as suas gentes em casas de taipa. Casas senhoriais de impressionante traçado foram assim construídas, sirva como exemplo o Paço Ducal de Vila Viçosa. Outras vezes eram construções de somente quatro paredes, quase sem compartimentos, como as pobres casas do Castelo, em Serpa.
Construir em taipa é uma forma de utilizar o mais singelo e comum dos materiais: a terra. A pedra há que procurá-la aqui e ali, ajeitá-la, parti-la. O tijolo há que moldá-lo do barro, secá-lo, cozê-lo, dispô-lo um sobre o outro. A terra, de onde vimos e aonde retornamos, é outra coisa. Está à mão. Existe em toda a parte. Há só que compactá-la para que ganhe resistência. Prensá-la de forma adequada, para que se transforme em barreira contra a intempérie. É uma invenção quase óbvia do homem.
(…)
(do livro Margem Esquerda do Guadiana de João Mário Caldeira)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Casas para o presente e futuro





EcoCasa Portuguesa o “estado da arte”, do cruzamento entre arquitectura, energia e ecologia, o ponto máximo das técnicas e tecnologias passivas e possíveis.


Os principais objectivos deste projecto são atrair, sensibilizar e informar as pessoas que procuram (re) construir edifícios e espaços. Para tal, serão convidados todos aqueles/as que projectam, planeiam e executam as construções e os equipamentos, com uma atitude intencional na criação de construções sustentáveis, com menores custos económicos e ambientais aportando valor acrescentado à qualidade de vida.


Junte-se a nós!
EcoCasa Portuguesa
Obrigado por nos ajudar a mudar o Mundo!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Simulador de Eficiência Energética CasA+




A ADENE – Agência para a Energia convida-o a experimentar o simulador de eficiência energética em edifícios CasA+, através do qual poderá realizar de forma simples e interactiva o levantamento da eficiência energética e do impacto ecológico da sua habitação e ficar ainda a conhecer sugestões para melhorar o desempenho energético em áreas como aquecimento, arrefecimento e águas sanitárias.

Aceda a www.casamais.adene.pt

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Portugal a cooperar! Um projecto. Uma Eco Casa. E... todos os portugueses!

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