segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Casas em Taipa




O objectivo da construção é habitar.


Pode dizer-se que o objectivo da construção é habitar, tornando viável a condição de ser. Mas o acto de construir reflecte a existência de um pensamento indutor do que se objectiva fazer, face às necessidades e às características físicas e culturais do contexto em que se insere o acto. Daí que as habitações humanas sejam construídas em concordância com a diversidade das circunstâncias físicas, naturais e sociais. A tal ponto que há uma relação íntima entre cada sociedade humana e um certo habitat formalizado peculiarmente.


EcoCasa Portuguesa 
http://www.facebook.com/ecocasaportuguesa

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Projecto EcoCasa Portuguesa no Portal VER




São jovens empreendedores QUE MIGRAM PARA O campo com uma renovada cultura de território, e visão a longo prazo da importância da agricultura para o País e para o seu legado. Promovem um regresso sustentável à RURALIDADE, que combate o desemprego, estimula o desenvolvimento económico e gera poupanças na economia familiar.


POR GABRIELA COSTA

.
.
© DR
.
Em 2015, mais de 69 por cento da população portuguesa viverá nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. O número avançado recentemente pela ONU revela um crescimento significativo desta concentração, que não é nova: em 2001, 42% da população vivia nas áreas metropolitanas.
Sucede que esta realidade promove o aumento do custo de vida (no mesmo ano, setenta por cento do endividamento das famílias concentrava-se nas áreas metropolitanas), dos problemas de mobilidade e das condições de vida precária, a nível social mas também ambiental.


Para os Novos Povoadores, a promoção de oportunidades de empreendedorismo nos territórios rurais “provocará o desejado êxodo urbano”. Reduzir o fosso das assimetrias regionais com benefícios para os novos residentes e para os territórios de baixa densidade é um objectivo a conseguir através da instalação de unidades empresariais no interior, a custos reduzidos, e com uma mão-de-obra também mais barata que a dos centros urbanos.


O campo torna-se ainda uma boa escolha pela reconhecida qualidade de vida que proporciona, graças à sua baixa densidade, defendem os Novos Povoadores, que estão a dinamizar uma rede de empreendedorismo no meio rural, em sectores económicos suportados pelas Tecnologias de Informação e Comunicação.
Uma “economia sem geografia” não é uma visão utópica numa sociedade cada vez mais globalizada, preconizam, e “a ruralidade tem hoje atractivos que lhe permite competir com as áreas urbanas, garantem.


Frederico Lucas, que promove o projecto Novos Povoadores e coordena o infoex.pt (iniciativa que acolhe em património edificado ao abandono, no interior do país, empresas de jovens empreendedores, em áreas como a agricultura, a comunicação ou a floresta), é um defensor dos Working Labs, oficinas de experimentação profissional que estão a ser dinamizadas em articulação com algumas autarquias. Estas oficinas resolvem dois problemas, afirma: são uma alternativa para muitos jovens qualificados no desemprego e dinamizam os equipamentos públicos já existentes nos meios rurais.

Neste modelo flexível de ‘levar a cidade para o campo’, a agricultura surge como área estratégica, já que “é consensual que Portugal pode reduzir a dependência externa dos produtos agrícolas”. Esse caminho pode e deve ser traçado apoiando novas iniciativas agrícolas orientadas para as novas tendências de consumo, defende Frederico Lucas.



Ainda vive na cidade?
 
“Segue o teu destino, Rega as tuas plantas, Ama as tuas rosas. O resto é a sombra De árvores alheias.” É com esta filosofia de vida que o Movimento Farming Culture, Novos Rurais defende novos valores que sustentam a procura da proximidade com a natureza e com a vida no campo.



Pensar o "rural" e o "urbano" a partir da interacção de agentes sociais que visam “romper com a dualidade inerente a essas categorias” é a missão deste projecto que se dirige a uma nova classe de pessoas que, tendo nascido na cidade, opta por viver no campo.


Os também chamados Agricultores de Sofá são jovens executivos, empreendedores, que “gerem a dinâmica e o stress empresarial mas não usam gravatas". Amantes do campo, tendem a aproveitar o melhor do meio rural mantendo algum do conforto que tinham na cidade.


Mas, como é, na prática, dinamizado o movimento Novos Rurais? 
Reunindo e partilhando ideias, projectos e experiências, sobre a paixão da vida no campo. Agregando pequenos agricultores biológicos e aproveitando “este nicho da economia que é vital ao desenvolvimento do país”. Privilegiando, “de forma sistemática”, a aquisição de produtos portugueses, adquirindo-os a pequenos produtores e gerando riqueza no país, consolidando postos de trabalho nacionais.

Dinamizando fóruns de discussão e apresentação de projectos de turismo rural e turismo de natureza, “salvaguardando deste modo a nossa riqueza patrimonial, natural, cultural e turística”. E promovendo workshops, em temáticas como hortas urbanas, permacultura e eco-construção, explica, em declarações ao VER, João Monge Ferreira, fundador e promotor do projecto Novos Rurais.



“A promoção de oportunidades de empreendedorismo nos territórios rurais provocará o desejado êxodo urbano” – Novos Povoadores.
.
A iniciativa pretende ainda permitir que a sociedade urbana reencontre o prazer de cultivar e de cuidar de pequenas hortas, promovendo valores como o auto-consumo, e a saúde e bem-estar.

Para este empreendedor, a agricultura “é uma questão de segurança nacional”. Na sua opinião, “vítimas das reformas da PAC, nos últimos vinte anos temos vindo a perder cultura de território, que demorámos centenas de anos a adquirir”. 



Crítico, João Monge Ferreira considera que o País tem “gradualmente abandonado a agricultura e vimos as nossas reservas estratégicas reduzidas a números assustadores”.


Portugal assumiu uma vocação florestal que foi importante para a economia a curto prazo, diz, mas “devastadora para o território a médio e longo prazo, como têm demonstrado os últimos anos, em que vimos boa parte do território nacional a arder e os solos, já de si pobres, a empobrecerem ainda mais”.


A boa notícia, garante, é que “a agricultura está de volta”: os neo-rurais são agricultores que “voltam a ter uma grande cultura de território e visão a longo prazo, da importância da agricultura para o seu país e para o seu legado”.




Uma EcoCasa portuguesa, concerteza 
Uma Eco Casa para todos construída através de uma rede de fornecedores cem por cento portugueses que se tornam embaixadores da causa. É esta a ambição do projecto também fundado por João Monge Ferreira, com os objectivos de atrair, sensibilizar e informar as pessoas que procuram (re) construir edifícios e espaços.
Para tal, “são convidados todos aqueles que projectam, planeiam e executam as construções e os equipamentos, com uma atitude intencional na criação de construções sustentáveis, com menores custos económicos e ambientais e aportando valor acrescentado à qualidade de vida”, anuncia a iniciativa.



Os promotores da EcoCasa Portuguesa, desígnio que nasceu nas redes sociais, querem construir uma casa amiga do ambiente totalmente nacional - desde o projecto de arquitectura aos materiais utilizados, “a ideia é que tudo seja made in Portugal e fornecido graciosamente”.


Ao VER, o responsável desta iniciativa, que dirige ainda os projectos Empreendedores em Rede e Cibereconomia explica que, na fase inicial, a casa modelo será uma forma de os ‘embaixadores’ promoverem os seus produtos e serviços, e serem fornecedores dos futuros projectos.


O objectivo é que a casa “se adapte aos diversos climas, relevos e matérias-primas de cada região”, até porque o futuro do projecto passa pela comercialização em vários países, adianta. É o caso de Angola, Brasil, Espanha e Moçambique, para além de Portugal.


Segundo João Monge Ferreira vão ser projectados modelos low-cost, para fácil implantação em zonas rurais. A primeira habitação, um T3 “orçado em 150 mil euros”, a construir num prazo de dois anos, é um projecto com uma forte componente pedagógica ambiental”, conclui.


O nosso agradecimento à revista VER

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Casas de taipa e palha



A terra como matéria-prima na elevação de alvenarias, de abóbadas e de outros elementos construtivos tem sido empregada desde o período pré-histórico. Na Turquia, na Assíria e em outros lugares no Oriente Médio foram encontradas construções com terra apiloada ou moldada, datando de entre 9000 e 5000 A.C. (Minke, 2001). 


No Egipto antigo os adobes de terra crua, assentados com finas camadas de areia, eram utilizados na edificação de fortificações e residências, e uma espécie de argamassa feita de argila e areia era material de preenchimento de lajes de cobertura estruturadas com troncos roliços. As muralhas da China também foram edificadas com argila apiloada entre alvenarias duplas de pedra.

O termo taipa, genericamente empregado, significa a utilização de solo, argila ou terra como matéria-prima básica de construção. A origem, provavelmente árabe do vocábulo, entrou para a língua portuguesa por influência mourisca.

As referências do uso das taipas em Portugal são registradas pelos escritores desde a presença romana e traduz sempre o uso da terra como o componente mais importante. As regiões de Portugal que mais utilizaram e utilizam a taipa hoje em dia, são as regiões do Alentejo e Algarve.



EcoCasa Portuguesa
http://www.facebook.com/ecocasaportuguesa

Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção


No próximo dia 23 de Novembro, entidades públicas e privadas, de natureza reguladora, empresarial, académica e científica, juntam-se para apresentar publicamente a PTPC-Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção, organismo que vai procurar dinamizar a actividade de investigação, desenvolvimento tecnológico e inovação, com o objectivo de tornar o Sector português mais competitivo à escala internacional.
A cerimónia de apresentação da nova estrutura, cuja ambição é agregar agentes da fileira da Construção, organizações públicas e privadas, com a finalidade de promover a reflexão sobre o Sector e estabelecer uma estratégia de desenvolvimento sustentável da indústria da construção portuguesa, coincide com o 1º Fórum Estratégico: “O conhecimento na base da competitividade e internacionalização da Construção portuguesa”.
O encontro conta com a presença e intervenção do presidente da FEPICOP e da AECOPS, Ricardo Pedrosa Gomes, de representantes da comissão instaladora da PTPC, nomeadamente, dos presidentes do LNEC, Carlos Pina, da Mota-Engil, Ismael Gaspar, e da Somague, José Machado do Vale, e, ainda, do director-geral da Cotec, Daniel Bessa, e do presidente da Efacec, João Bento.
Serão também proferidas duas palestras, uma por Francisco Jaime Quesado, sob o tema “Vencer com engenho e arte”, e outra por Rui Guimarães, com o tema “Conhecimento e cooperação”.
A apresentação pública da PTPC e a realização do seu 1º Fórum Estratégico, para as quais gostaríamos de convidar um representante desse prestigiado órgão de comunicação social, decorrerá a partir das 14H00, no Auditório do Centro de Congressos do LNEC, conforme programa anexo.
Fonte PTPC

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Coberturas verdes ou ajardinadas


As coberturas verdes são uma opção interessante, desde que bem executadas, uma vez que contribuem para o conforto no interior da habitação, para além de influenciar positivamente o microclima urbano. São ainda pouco comuns no nosso país.

Sendo um tipo de cobertura muito especifica é necessário ter especial atenção à impermeabilização já que a presença da água é constante devido à existência de terra e plantas. A camada drenante deverá por isso ser constituída por um elemento filtrante permeável à água mas capaz de reter os elementos vegetais mais finos.

Vantagens

Ambientais

  • Combatem o efeito ilha de calor urbano, fenómeno responsável pelo aumento de temperatura dentro do perímetro das cidades, devido ao aquecimento provocado por emissores de CO2 como veículos e aparelhos de ar-condicionado, assim como pela energia solar absorvida pelas superfícies das construções urbanas, depois libertada para a atmosfera em forma de calor.
  • Melhoram a qualidade do ar, devido à capacidade libertação de oxigénio e de absorção de CO2 das plantas e árvores.
  • Filtram o Ar, absorvendo partículas de pó.
  • Absorve a precipitação, o que resulta em menos 70% das águas pluviais, e consequente redução da pressão nos esgotos da cidade.
  • Aumenta os espaços de habitat para a fauna local, como pássaros, insectos e outros pequenos animais.
  • Reduz a emissões de CO2 do edifício, as suas propriedades isolantes baixam os consumos energéticos.

Sociais

  • Proporcionam espaços agradáveis à vista, com possibilidade de uso para lazer, a nível público (jardim ou parque urbano), e agricultura urbana.

Económicas

  • Aumento da eficiência energética nos edifícios pelas suas propriedades isolantes, reduzindo assim os custos de aquecimento e refrigeração sem necessitar de outro isolamento térmico. Durante o Verão protege o edifício da insolação directa e no Inverno reduz as perdas de calor.
  • Maior longevidade da cobertura, durando cerca do dobro do tempo das coberturas planas tradicionais
  • Reduz os gastos em comida e deslocação, ao proporcionar um espaço de agricultura urbana .

Para o edifício

  • Reduz a incidência de ventos.
  • Melhora o isolamento acústico do edifício.

Desvantagens

  • Sistema construtivo mais caro, mas rapidamente compensado pela poupança energética.
  • Custos de manutenção podem ser maiores, dependendo do tipo de cobertura verde.
  • Restrições ao nível do clima (por exemplo: zonas com muito vento não são propícias a jardins nas coberturas)
  • Sistemas de escoamento mais complexos, que saem mais caros em caso de necessitarem de reparação
  • Alguns tipos de coberturas verdes necessitam de estruturas mais resistentes para suportar o peso adicional.
A maior parte das coberturas verdes têm todas os mesmos componentes básicos: Membranas Impermeáveis e resistentes às raízes, um sistema de drenagem, um filtro geotêxtil e plantas.

EcoCasa Portuguesa

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Telhados Verdes



Melhorando o isolamento das suas casas, as pessoas podiam poupar até 85% nas suas facturas energéticas.

No conjunto da União Europeia os edifícios comerciais e residenciais concentram 40% do consumo total de energia e 36% das emissões de dióxido de carbono. Existe agora um amplo consenso sobre a importância estratégica dos edifícios com o objectivo de atingir as metas da UE para 2020 de 20% de poupança de energia e de 30% de redução nas emissões de gases de efeito estufa.

EcoCasa Portuguesa
http://www.facebook.com/ecocasaportuguesa

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Eco-Casas



Muitas vezes pensamos que para ter uma casa agradável é preciso gastar muito com materiais e fazer um grande esforço. Nem sempre o luxo e o conforto de uma casa têm relação com o tamanho e o tipo de materiais.


O verdadeiro luxo consiste em viver numa casa que se adapte perfeitamente aos hábitos e modo de vida de quem a habite.

EcoCasa Portuguesa
http://www.facebook.com/ecocasaportuguesa
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...