segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
TERRA 2012 - Património Arquitectónico em Terra
“XI Congreso Internacional sobre el Estudio y la Conservación del Patrimonio Arquitectónico de Tierra, Terra 2012”
El Comité Científico Internacional del Patrimonio Histórico de Tierra (ISCEAH) y laPontificia Universidad Católica del Perú (PUCP) se complacen en anunciar que el XI Congreso Internacional sobre el Estudio y la Conservación del Patrimonio Arquitectónico de Tierra, Terra 2012 , se realizará en Lima, Perú, del 23 al 27 de abril del 2012. El tema central de la conferencia será “La Conservación del Patrimonio Arquitectónico de Tierra frente a los Desastres Naturales y el Cambio Climático” y se espera la asistencia de más de 500 especialistas en el campo de la arquitectura de tierra.
La conferencia constituirá un oportunidad única e invaluable para discutir y compartir información respecto a los últimos avances en el campo de la investigación y conservación patrimonial. Más aun, los participantes de la conferencia podrán aprender sobre la identidad cultural de la arquitectura de tierra en América Latina y observar de primera mano temas de conservación en el Perú, país con una larga y rica tradición de arquitectura y sitios arqueológicos de tierra.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
A Big Apple rendeu-se às hortas urbanas
Passeando pela Northern Boulevard, em Queens, um transeunte desatento pode não ter noção que, alguns metros acima do nível da rua, está a maior horta urbana em telhado do mundo. O projecto, iniciado em 2009, deu uma nova cor verde a Nova Iorque, conhecida por “The Big Apple”, no meio da malha urbana cinzenta.
Na horta de um acre, há de quase tudo entre dezenas de milhares de plantas cultivadas. Tomates, alfaces, cenouras, feijão, funcho, rabanetes, beterrabas são algumas das produções que podem ser encontradas nas fileiras hortícolas. Produtos sem fertilizantes e pesticidas sintéticos que, posteriormente, são vendidos em Nova Iorque em feiras locais e também a alguns restaurantes.
O nome do projecto – e da empresa criada para assegurada a sua exploração comercial – é Brooklyn Grange. O que não deixa de ser curioso, tendo em conta que a localização da horta está em Queens e não em Brooklyn. Um pormenor meramente burocrático: a empresa foi formada a pensar numa certa localização, em Brooklyn, mas depois foi necessário arranjar um novo espaço, já depois do “baptismo” oficial de Brooklyn Grange.
Apesar de ser gerida como projecto comercial, a horta urbana está aberta à comunidade. Aliás, um dos objectivos dos promotores passa, exactamente, por promover maiores ligações entre os habitantes citadinos e a produção agrícola – algo que, por norma, se localiza longe das paredes de betão. Além disso, a Brooklyn Grange quer expandir-se além do telhado em Northern Boulevard e criar uma rede de hortas urbanas em Nova Iorque.
O financiamento da maior horta urbana em telhado do mundo é através de um modelo complexo que agrega empréstimos, donativos e private equity. O espaço da horta está garantido por um contrato de leasing do telhado. Arquitectos e engenheiros ajudaram a pôr de pé este projecto gigante por cima do edifício de 92 anos. A horta é composta por aproximadamente 550 quilogramas de terra, pelo que foi necessário pensar em todos os pormenores para garantir que o telhado poderia aguentar o peso da horta biológica. Já no terceiro ano de existência, a Brooklyn Grange e estes agricultores urbanos estão a mudar as fronteiras entre o campo e a cidade.
Endereço: 37-18 Northern Blvd, Queens, NY
Horário para visitas: Quartas das 14h às 18h
www.brooklyngrangefarm.com
Horário para visitas: Quartas das 14h às 18h
www.brooklyngrangefarm.com
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Construção em Taipa - Aldeia de Safira / Montemor o Novo
Numa viagem cibernética na demanda de mais interessantes ruínas encontrei uma aldeia abandonada que agoniza no Alentejo. As descrições que li sobre este local não lhe fizeram suficiente justiça ou a minha imaginação não terá sido suficientemente estimulada...é mais um local paradisíaco que além de distantes recordações guarda ainda entre as suas pedras muitas memórias latentes.
Quando falei neste local ao meu novo amigalhaço que me levou num agradável e ruinoso passeio por terras alentejanas, para grande sorte minha, não só ficava no nosso itinerário como também já conhecia este local. A aldeia de Safira fica situada perto de Montemor o Novo, numa via de acesso a escassos kilómetros da EN4. Por ser demasiado isolada das vizinhas populações foi perdendo importância social e económica, que acabou por condenar esta povoação a uma morte lenta. Irónicamente, as distâncias hoje em dia são fáceis de cumprir, embora de nada valha a esta velha aldeia que ninguém se lembrou de ressuscitar.
A aldeia de Safira foi erigida no cume de um pequeno monte, circundado por uma lagoa e campos de montado. Avista-se o cemitério na outra margem, que embora não esteja bem cuidado é ainda utilizado e não está em ruínas. A estrutura da aldeia é bastante pequena, resumindo-se a um pequeno aglomerado de casario e a uma igreja, cujas dimensões que testemunham que esta terra era frequentada por uma numerosa população.
É mais uma paisagem idílica que parou no tempo. Aqui reinava a paz e a alegria de uma manhã de primavera... todos os elementos constantes nesta paisagem eram de uma harmonia incomensurável, não só pela quietude do espaço circundante, mas também pela comunhão que esta aldeia tem com a natureza, justificam a toponímia de “Safira” como uma valiosa e rara jóia.
Todo este património natural, histórico e arquitectónico fizeram-me viver uma forte emoção e inspiraram um dia de trabalho ruinoso. O ar puro que se respira convida a sentir o cheiro do campo e apura todos os sentidos, sem um único indício de poluição sonora, visual, actos de vandalismo ou qualquer outro agente intoxicante, facilmente nos deixamos envolver nesta atmosfera cheia de fantasmas e boas memórias.
As habitações são humildes e construídas em taipa, como é característico nesta região. Este tipo de construções utilizam como matéria prima para a sua edificação a própria terra que é retirada quando se escavam os alicerces.
Com esta terra é feita uma argamassa que junta com a pedra, mantém firme as robustas paredes. Por serem utilizados materiais que não oferecem grande resistência aos agentes erosivos, a manutenção torna-se difícil e constante tornando-as vulneráveis a um período de tempo bastante mais curto em relação a outro tipo de construções.
Há apenas quatro casas em Safira, por serem de arquitectura chã não permitem um grande aglomerado populacional, o que leva a concluir que toda a importância deste local se centrava na igreja, pólo de atracção social de todas as localidades vizinhas e certamente deu um enorme protagonismo económico e político a Safira, tendo esta chegado a ser freguesia do concelho de Montemor o Novo e teve até um titular, Augusto Dâmaso Miguens da Silva Ramalho da Costa, um latifundiário de Montemor-o-Novo, cidade onde exerceu também o cargo de Presidente da Câmara. O título de Visconde foi criado por decreto do Rei D. Luís em 30 de Abril de 1886 e mais tarde foi elevado a Conde. Faleceu em Montemor a 3 de Fevereiro de 1945, sem descendência.
“No ano 1768 o Padre Thomás de Vasconcelos Camello, respondendo "aos interrogatórios" ordenados pelo Arcebispo de Évora Dom Frei Miguel de Távora, escrevia: "tem esta freguesia 57 propriedades, e nelas se incluem 120 fogos onde residem 578 pessoas. No alto de uma charneca estão edificadas a igreja e as casas do padre e do sacristão ".
Segundo esta descrição, este pequeno aglomerado era o centro de uma dispersa povoação que para aqui convergia pela existência de uma “casa de Deus” . A igreja foi construída no século XV, durante o bispado do Infante Cardeal D. Afonso, filho de D. Manuel I e foi severamente castigada no terramoto de 1755. Dela restam hoje apenas as paredes, o telhado há muito que derrocou deixando exposto o seu interior.
A fachada mantém-se firme desde o último restauro em 1903, conforme a data de uma lápide que teimosamente resiste às intempéries.
O retábulo era ornamentado com frescos em trompe l’oeil dos quais restam ainda ilegíveis vestígios, tem três nichos e uma escada que dá acesso ao nicho maior . Onde era a sacristia jaz hoje no chão um telhado apodrecido, entre quatro paredes pintadas num vermelho vivo que bem condiz com o vinho tinto da região.
As casas que compõem este conjunto são bem diferentes entre si. A primeira estrutura da aldeia tem uma comprida fachada e uma arquitectura mais ou menos elaborada entre as casas que une. São três casas geminadas que certamente terão sido a taberna e loja, além de habitação.
A casa menor quase se sobrepõe a esta, plantada a caminho da igreja bem no meio da encosta evidenciando-se pelo isolamento e pela arquitectura mais rude e robusta... embora a sua robustez já não seja a mesma, as suas paredes mantém-se de pé.
A maior casa seria certamente a do padre e é a que se encontra em pior estado de conservação não havendo sequer vestígios da sua traça. Tem como vizinha duas oliveiras e tem ainda nas traseiras um nostálgico forno.
Safira estará para sempre preservada enquanto o seu espírito se mantiver vivo, salvando-se pela solidão que a mantém asua índole incólume e intocada pelo progresso.
Quando falei neste local ao meu novo amigalhaço que me levou num agradável e ruinoso passeio por terras alentejanas, para grande sorte minha, não só ficava no nosso itinerário como também já conhecia este local. A aldeia de Safira fica situada perto de Montemor o Novo, numa via de acesso a escassos kilómetros da EN4. Por ser demasiado isolada das vizinhas populações foi perdendo importância social e económica, que acabou por condenar esta povoação a uma morte lenta. Irónicamente, as distâncias hoje em dia são fáceis de cumprir, embora de nada valha a esta velha aldeia que ninguém se lembrou de ressuscitar.
A aldeia de Safira foi erigida no cume de um pequeno monte, circundado por uma lagoa e campos de montado. Avista-se o cemitério na outra margem, que embora não esteja bem cuidado é ainda utilizado e não está em ruínas. A estrutura da aldeia é bastante pequena, resumindo-se a um pequeno aglomerado de casario e a uma igreja, cujas dimensões que testemunham que esta terra era frequentada por uma numerosa população.
É mais uma paisagem idílica que parou no tempo. Aqui reinava a paz e a alegria de uma manhã de primavera... todos os elementos constantes nesta paisagem eram de uma harmonia incomensurável, não só pela quietude do espaço circundante, mas também pela comunhão que esta aldeia tem com a natureza, justificam a toponímia de “Safira” como uma valiosa e rara jóia.
Todo este património natural, histórico e arquitectónico fizeram-me viver uma forte emoção e inspiraram um dia de trabalho ruinoso. O ar puro que se respira convida a sentir o cheiro do campo e apura todos os sentidos, sem um único indício de poluição sonora, visual, actos de vandalismo ou qualquer outro agente intoxicante, facilmente nos deixamos envolver nesta atmosfera cheia de fantasmas e boas memórias.
As habitações são humildes e construídas em taipa, como é característico nesta região. Este tipo de construções utilizam como matéria prima para a sua edificação a própria terra que é retirada quando se escavam os alicerces.
Com esta terra é feita uma argamassa que junta com a pedra, mantém firme as robustas paredes. Por serem utilizados materiais que não oferecem grande resistência aos agentes erosivos, a manutenção torna-se difícil e constante tornando-as vulneráveis a um período de tempo bastante mais curto em relação a outro tipo de construções.
Há apenas quatro casas em Safira, por serem de arquitectura chã não permitem um grande aglomerado populacional, o que leva a concluir que toda a importância deste local se centrava na igreja, pólo de atracção social de todas as localidades vizinhas e certamente deu um enorme protagonismo económico e político a Safira, tendo esta chegado a ser freguesia do concelho de Montemor o Novo e teve até um titular, Augusto Dâmaso Miguens da Silva Ramalho da Costa, um latifundiário de Montemor-o-Novo, cidade onde exerceu também o cargo de Presidente da Câmara. O título de Visconde foi criado por decreto do Rei D. Luís em 30 de Abril de 1886 e mais tarde foi elevado a Conde. Faleceu em Montemor a 3 de Fevereiro de 1945, sem descendência.
“No ano 1768 o Padre Thomás de Vasconcelos Camello, respondendo "aos interrogatórios" ordenados pelo Arcebispo de Évora Dom Frei Miguel de Távora, escrevia: "tem esta freguesia 57 propriedades, e nelas se incluem 120 fogos onde residem 578 pessoas. No alto de uma charneca estão edificadas a igreja e as casas do padre e do sacristão ".
Segundo esta descrição, este pequeno aglomerado era o centro de uma dispersa povoação que para aqui convergia pela existência de uma “casa de Deus” . A igreja foi construída no século XV, durante o bispado do Infante Cardeal D. Afonso, filho de D. Manuel I e foi severamente castigada no terramoto de 1755. Dela restam hoje apenas as paredes, o telhado há muito que derrocou deixando exposto o seu interior.
A fachada mantém-se firme desde o último restauro em 1903, conforme a data de uma lápide que teimosamente resiste às intempéries.
O retábulo era ornamentado com frescos em trompe l’oeil dos quais restam ainda ilegíveis vestígios, tem três nichos e uma escada que dá acesso ao nicho maior . Onde era a sacristia jaz hoje no chão um telhado apodrecido, entre quatro paredes pintadas num vermelho vivo que bem condiz com o vinho tinto da região.
As casas que compõem este conjunto são bem diferentes entre si. A primeira estrutura da aldeia tem uma comprida fachada e uma arquitectura mais ou menos elaborada entre as casas que une. São três casas geminadas que certamente terão sido a taberna e loja, além de habitação.
A casa menor quase se sobrepõe a esta, plantada a caminho da igreja bem no meio da encosta evidenciando-se pelo isolamento e pela arquitectura mais rude e robusta... embora a sua robustez já não seja a mesma, as suas paredes mantém-se de pé.
A maior casa seria certamente a do padre e é a que se encontra em pior estado de conservação não havendo sequer vestígios da sua traça. Tem como vizinha duas oliveiras e tem ainda nas traseiras um nostálgico forno.
Safira estará para sempre preservada enquanto o seu espírito se mantiver vivo, salvando-se pela solidão que a mantém asua índole incólume e intocada pelo progresso.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Casas Contentor - As vantagens são notáveis
Com características modulares com base nas formas geométricas dos contentores, a criação de casas parece uma brincadeira com peças de lego gigantes. Mas são casas reais, que estão a ser construídas a partir de contentores.
As vantagens são notáveis: baixo custo, redução de tempo de obra bastante reduzido além de ter como ponto de partida valores socialmente correctos como a reciclagem e a sustentabilidade.
EcoCasa Portuguesa
http://www.facebook.com/ecocasaportuguesa
As vantagens são notáveis: baixo custo, redução de tempo de obra bastante reduzido além de ter como ponto de partida valores socialmente correctos como a reciclagem e a sustentabilidade.
EcoCasa Portuguesa
http://www.facebook.com/ecocasaportuguesa
Etiquetas:
baixo custo,
construção sustentável,
eco construction,
Eco Design,
EcoCasa Portuguesa,
Green Building,
Green Homes,
reciclagem,
sustentabilidade
sábado, 3 de dezembro de 2011
Construção em Terra
A construção em terra voltou a ter procura em Portugal, sobretudo no Litoral Alentejano e Algarve, onde os arquitectos vêm aperfeiçoando as técnicas de reutilização de materiais em nome da "sustentabilidade do futuro".
A maior vantagem desta construção recai sobre o comportamento das casas em termos de inércia térmica, fazendo com que o interior dos imóveis seja fresco no Verão e quente no Inverno.
EcoCasa Portuguesa
http://www.facebook.com/
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Construção em Terra Crua - Casas em Taipa
"Para fazer uma boa taipa, a terra tem de ser carregada por um coxo e batida por um louco"
Quer isto dizer que quem transporta a terra tem de o fazer com lentidão, de modo a permitir aos que a batem (são normalmente dois homens... os taipeiros), o façam vigorosamente, como loucos. Actualmente, o processo de compressão da terra é feito com pilões pneumáticos.
Característica da cultura mediterrânea, a taipa, mais do que uma técnica, é o reflexo da perspectiva social, económica e cultural de uma época.
A construção em terra crua é totalmente ecológica, com materiais não poluentes e tendo como única fonte de energia o sol.
EcoCasa Portuguesa
http://www.facebook.com/ecocasaportuguesa
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Taipeiros - Casas em Terra
Em Portugal existem grandes manchas de construção em terra, tanto no Alentejo como no Algarve, sendo comum há umas décadas atrás, ver taipeiros aos pares sobre as paredes apiloando a terra à cadência certa de uma canção própria.
EcoCasa Portuguesa
http://www.facebook.com/ecocasaportuguesa
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Casas em Taipa
O objectivo da construção é habitar.
Pode dizer-se que o objectivo da construção é habitar, tornando viável a condição de ser. Mas o acto de construir reflecte a existência de um pensamento indutor do que se objectiva fazer, face às necessidades e às características físicas e culturais do contexto em que se insere o acto. Daí que as habitações humanas sejam construídas em concordância com a diversidade das circunstâncias físicas, naturais e sociais. A tal ponto que há uma relação íntima entre cada sociedade humana e um certo habitat formalizado peculiarmente.
EcoCasa Portuguesa
http://www.facebook.com/ecocasaportuguesa
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Projecto EcoCasa Portuguesa no Portal VER
|
São jovens empreendedores QUE MIGRAM PARA O campo com uma renovada cultura de território, e visão a longo prazo da importância da agricultura para o País e para o seu legado. Promovem um regresso sustentável à RURALIDADE, que combate o desemprego, estimula o desenvolvimento económico e gera poupanças na economia familiar.
POR GABRIELA COSTA
Sucede que esta realidade promove o aumento do custo de vida (no mesmo ano, setenta por cento do endividamento das famílias concentrava-se nas áreas metropolitanas), dos problemas de mobilidade e das condições de vida precária, a nível social mas também ambiental. Para os Novos Povoadores, a promoção de oportunidades de empreendedorismo nos territórios rurais “provocará o desejado êxodo urbano”. Reduzir o fosso das assimetrias regionais com benefícios para os novos residentes e para os territórios de baixa densidade é um objectivo a conseguir através da instalação de unidades empresariais no interior, a custos reduzidos, e com uma mão-de-obra também mais barata que a dos centros urbanos. O campo torna-se ainda uma boa escolha pela reconhecida qualidade de vida que proporciona, graças à sua baixa densidade, defendem os Novos Povoadores, que estão a dinamizar uma rede de empreendedorismo no meio rural, em sectores económicos suportados pelas Tecnologias de Informação e Comunicação. Uma “economia sem geografia” não é uma visão utópica numa sociedade cada vez mais globalizada, preconizam, e “a ruralidade tem hoje atractivos que lhe permite competir com as áreas urbanas, garantem. Frederico Lucas, que promove o projecto Novos Povoadores e coordena o infoex.pt (iniciativa que acolhe em património edificado ao abandono, no interior do país, empresas de jovens empreendedores, em áreas como a agricultura, a comunicação ou a floresta), é um defensor dos Working Labs, oficinas de experimentação profissional que estão a ser dinamizadas em articulação com algumas autarquias. Estas oficinas resolvem dois problemas, afirma: são uma alternativa para muitos jovens qualificados no desemprego e dinamizam os equipamentos públicos já existentes nos meios rurais. Neste modelo flexível de ‘levar a cidade para o campo’, a agricultura surge como área estratégica, já que “é consensual que Portugal pode reduzir a dependência externa dos produtos agrícolas”. Esse caminho pode e deve ser traçado apoiando novas iniciativas agrícolas orientadas para as novas tendências de consumo, defende Frederico Lucas. Ainda vive na cidade? “Segue o teu destino, Rega as tuas plantas, Ama as tuas rosas. O resto é a sombra De árvores alheias.” É com esta filosofia de vida que o Movimento Farming Culture, Novos Rurais defende novos valores que sustentam a procura da proximidade com a natureza e com a vida no campo. Pensar o "rural" e o "urbano" a partir da interacção de agentes sociais que visam “romper com a dualidade inerente a essas categorias” é a missão deste projecto que se dirige a uma nova classe de pessoas que, tendo nascido na cidade, opta por viver no campo. Os também chamados Agricultores de Sofá são jovens executivos, empreendedores, que “gerem a dinâmica e o stress empresarial mas não usam gravatas". Amantes do campo, tendem a aproveitar o melhor do meio rural mantendo algum do conforto que tinham na cidade. Mas, como é, na prática, dinamizado o movimento Novos Rurais? Reunindo e partilhando ideias, projectos e experiências, sobre a paixão da vida no campo. Agregando pequenos agricultores biológicos e aproveitando “este nicho da economia que é vital ao desenvolvimento do país”. Privilegiando, “de forma sistemática”, a aquisição de produtos portugueses, adquirindo-os a pequenos produtores e gerando riqueza no país, consolidando postos de trabalho nacionais. Dinamizando fóruns de discussão e apresentação de projectos de turismo rural e turismo de natureza, “salvaguardando deste modo a nossa riqueza patrimonial, natural, cultural e turística”. E promovendo workshops, em temáticas como hortas urbanas, permacultura e eco-construção, explica, em declarações ao VER, João Monge Ferreira, fundador e promotor do projecto Novos Rurais.
Para este empreendedor, a agricultura “é uma questão de segurança nacional”. Na sua opinião, “vítimas das reformas da PAC, nos últimos vinte anos temos vindo a perder cultura de território, que demorámos centenas de anos a adquirir”. Crítico, João Monge Ferreira considera que o País tem “gradualmente abandonado a agricultura e vimos as nossas reservas estratégicas reduzidas a números assustadores”. Portugal assumiu uma vocação florestal que foi importante para a economia a curto prazo, diz, mas “devastadora para o território a médio e longo prazo, como têm demonstrado os últimos anos, em que vimos boa parte do território nacional a arder e os solos, já de si pobres, a empobrecerem ainda mais”. A boa notícia, garante, é que “a agricultura está de volta”: os neo-rurais são agricultores que “voltam a ter uma grande cultura de território e visão a longo prazo, da importância da agricultura para o seu país e para o seu legado”. Uma EcoCasa portuguesa, concerteza Uma Eco Casa para todos construída através de uma rede de fornecedores cem por cento portugueses que se tornam embaixadores da causa. É esta a ambição do projecto também fundado por João Monge Ferreira, com os objectivos de atrair, sensibilizar e informar as pessoas que procuram (re) construir edifícios e espaços. Para tal, “são convidados todos aqueles que projectam, planeiam e executam as construções e os equipamentos, com uma atitude intencional na criação de construções sustentáveis, com menores custos económicos e ambientais e aportando valor acrescentado à qualidade de vida”, anuncia a iniciativa. Os promotores da EcoCasa Portuguesa, desígnio que nasceu nas redes sociais, querem construir uma casa amiga do ambiente totalmente nacional - desde o projecto de arquitectura aos materiais utilizados, “a ideia é que tudo seja made in Portugal e fornecido graciosamente”. Ao VER, o responsável desta iniciativa, que dirige ainda os projectos Empreendedores em Rede e Cibereconomia explica que, na fase inicial, a casa modelo será uma forma de os ‘embaixadores’ promoverem os seus produtos e serviços, e serem fornecedores dos futuros projectos. O objectivo é que a casa “se adapte aos diversos climas, relevos e matérias-primas de cada região”, até porque o futuro do projecto passa pela comercialização em vários países, adianta. É o caso de Angola, Brasil, Espanha e Moçambique, para além de Portugal. Segundo João Monge Ferreira vão ser projectados modelos low-cost, para fácil implantação em zonas rurais. A primeira habitação, um T3 “orçado em 150 mil euros”, a construir num prazo de dois anos, é um projecto com uma forte componente pedagógica ambiental”, conclui. O nosso agradecimento à revista VER | |||||||||||
Etiquetas:
construção sustentável,
EcoCasa Portuguesa,
Green Building,
Green Homes,
João Monge Ferreira,
Novos Rurais
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Casa construída com garrafas de plástico - Nigéria
A Associação de Desenvolvimento de Energias Renováveis (DARE), na Nigéria, descobriu uma nova solução para pessoas que necessitam de um lar. A solução foi encontrada em garrafas de plástico desperdiçadas.
EcoCasa Portuguesa
http://www.facebook.com/
Subscrever:
Mensagens (Atom)


























