domingo, 18 de dezembro de 2011

Álvaro Siza & the Beatles

  


                        
Siza sings | Film by Fernando Guerra from últimas reportagens on Vimeo.

The third Earth Building UK (EBUK) Conference


EBUK, the Earth Building UK Conference, will be held January 13th 2012 with the focus on the use of earth and clay plasters.

The use of earth and clay plasters has increased in recent years, with interest groups concerned with the conservation of historic buildings, ecologically sensitive new construction, alongside a growing interest from industry in innovative materials.

Earth and clay plasters and mortars, along with green bricks plasters and mortars are currently the most product oriented areas of the earth building family. Although many of the commercial products in this field are imported from Europe, there are a growing number of product suppliers and manufacturers in the UK. The European-wide acceptance of training standards for earth plaster which was achieved in 2011 mean there is opportunity now for a growth in the sector.

The third EBUK conference explores these issues, from user, developer and supplier. Space will be available for display of materials and products.

Conference Location: The Ron Cooke Hub at the University of York, Heslington, York. YO10 5GE.

sábado, 17 de dezembro de 2011

A construção em terra


Ainda hoje, são inúmeros os montes com construções em taipa, muitos deles abandonados à espera de renovação.

Em Portugal, é essencialmente no Baixo Alentejo que a construção em terra tem maior expressão. A estrutura geológica, as características do solo, a herança cultural de povos com tradição em construções de terra, o clima seco e o ambiente essencialmente rural são factores fundamentais para potenciar o desenvolvimento da construção em terra.

EcoCasa Portuguesa
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Chaminé em Tijolo Burro



O tijolo burro é utilizado na construção há vários milénios, não tendo as suas caracteristicas variado significativamente ao longo dos anos, uma vez que tal como nos primórdios continua a ser fabricado com a mesma matéria prima, a argila (terracota). 

O tijolo burro é fabricado a partir de argila extraída em barreiros próprios, que depois de triturada e moída é amassada, podendo então ser moldada com o formato desejado, neste caso o tijolo burro. Após um periodo de secagem que varia de acordo com as condições metereológicas ( o tempo de secagem depende do calor e da humidade do ar) e que pode ir de 5 a 30 dias, o tijolo burro, ainda cru, é introduzido no forno onde será cozido a uma temperatura de aproximadamente 1100º.

EcoCasa Portuguesa
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

TERRA 2012 - Património Arquitectónico em Terra



“XI Congreso Internacional sobre el Estudio y la Conservación del Patrimonio Arquitectónico de Tierra, Terra 2012”

El Comité Científico Internacional del Patrimonio Histórico de Tierra (ISCEAH) y laPontificia Universidad Católica del Perú (PUCP) se complacen en anunciar que el XI Congreso Internacional sobre el Estudio y la Conservación del Patrimonio Arquitectónico de Tierra, Terra 2012 , se realizará en Lima, Perú, del 23 al 27 de abril del 2012. El tema central de la conferencia será “La Conservación del Patrimonio Arquitectónico de Tierra frente a los Desastres Naturales y el Cambio Climático” y se espera la asistencia de más de 500 especialistas en el campo de la arquitectura de tierra.

La conferencia constituirá un oportunidad única e invaluable para discutir y compartir información respecto a los últimos avances en el campo de la investigación y conservación patrimonial. Más aun, los participantes de la conferencia podrán aprender sobre la identidad cultural de la arquitectura de tierra en América Latina y observar de primera mano temas de conservación en el Perú, país con una larga y rica tradición de arquitectura y sitios arqueológicos de tierra.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A Big Apple rendeu-se às hortas urbanas




Passeando pela Northern Boulevard, em Queens, um transeunte desatento pode não ter noção que, alguns metros acima do nível da rua, está a maior horta urbana em telhado do mundo. O projecto, iniciado em 2009, deu uma nova cor verde a Nova Iorque, conhecida por “The Big Apple”, no meio da malha urbana cinzenta.

Na horta de um acre, há de quase tudo entre dezenas de milhares de plantas cultivadas. Tomates, alfaces, cenouras, feijão, funcho, rabanetes, beterrabas são algumas das produções que podem ser encontradas nas fileiras hortícolas. Produtos sem fertilizantes e pesticidas sintéticos que, posteriormente, são vendidos em Nova Iorque em feiras locais e também a alguns restaurantes.

O nome do projecto – e da empresa criada para assegurada a sua exploração comercial – é Brooklyn Grange. O que não deixa de ser curioso, tendo em conta que a localização da horta está em Queens e não em Brooklyn. Um pormenor meramente burocrático: a empresa foi formada a pensar numa certa localização, em Brooklyn, mas depois foi necessário arranjar um novo espaço, já depois do “baptismo” oficial de Brooklyn Grange.

Apesar de ser gerida como projecto comercial, a horta urbana está aberta à comunidade. Aliás, um dos objectivos dos promotores passa, exactamente, por promover maiores ligações entre os habitantes citadinos e a produção agrícola – algo que, por norma, se localiza longe das paredes de betão. Além disso, a Brooklyn Grange quer expandir-se além do telhado em Northern Boulevard e criar uma rede de hortas urbanas em Nova Iorque.

O financiamento da maior horta urbana em telhado do mundo é através de um modelo complexo que agrega empréstimos, donativos e private equity. O espaço da horta está garantido por um contrato de leasing do telhado. Arquitectos e engenheiros ajudaram a pôr de pé este projecto gigante por cima do edifício de 92 anos. A horta é composta por aproximadamente 550 quilogramas de terra, pelo que foi necessário pensar em todos os pormenores para garantir que o telhado poderia aguentar o peso da horta biológica. Já no terceiro ano de existência, a Brooklyn Grange e estes agricultores urbanos estão a mudar as fronteiras entre o campo e a cidade.

Endereço: 37-18 Northern Blvd, Queens, NY
Horário para visitas: Quartas das 14h às 18h
www.brooklyngrangefarm.com

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Construção em Taipa - Aldeia de Safira / Montemor o Novo

Numa viagem cibernética na demanda de mais interessantes ruínas  encontrei  uma aldeia abandonada que agoniza no Alentejo. As descrições que li sobre este local não lhe fizeram suficiente justiça ou a minha imaginação não terá sido suficientemente estimulada...é mais um local paradisíaco que além de distantes recordações guarda ainda entre as suas pedras muitas memórias latentes.
 

 Quando falei neste local ao meu novo amigalhaço que me levou num agradável e ruinoso passeio por terras alentejanas, para grande sorte minha, não só ficava no nosso itinerário como também já conhecia este local. A aldeia de Safira fica situada perto de Montemor o Novo, numa via de acesso a escassos kilómetros da EN4. Por ser demasiado isolada das vizinhas populações foi perdendo importância social e económica, que acabou por condenar esta povoação a uma morte lenta. Irónicamente, as distâncias hoje em dia são fáceis de cumprir, embora de nada valha a esta velha aldeia que ninguém se lembrou de ressuscitar. 
 A aldeia de Safira foi erigida no cume de um pequeno monte, circundado por uma lagoa e campos de montado. Avista-se o cemitério na outra margem, que embora não esteja bem cuidado é ainda utilizado e não está em ruínas. A  estrutura da aldeia é bastante pequena, resumindo-se a um pequeno aglomerado de casario e a uma igreja, cujas dimensões que testemunham que esta terra era frequentada por uma numerosa população.
 

É mais uma paisagem idílica que parou no tempo. Aqui reinava a paz e a alegria de uma manhã de primavera... todos os elementos constantes nesta paisagem eram de uma harmonia incomensurável, não só pela quietude do espaço circundante, mas também pela comunhão que esta aldeia tem com a natureza, justificam a toponímia de “Safira” como uma valiosa e rara jóia. 

Todo este património natural, histórico e arquitectónico fizeram-me viver uma forte emoção e inspiraram um dia de trabalho ruinoso. O ar puro que se respira convida a sentir o cheiro do campo e apura todos os sentidos, sem um único indício de poluição sonora, visual, actos de vandalismo ou qualquer outro agente intoxicante, facilmente nos deixamos envolver nesta atmosfera cheia de fantasmas e boas memórias. 

 As habitações são humildes e construídas em taipa, como é característico nesta região. Este tipo de construções utilizam como matéria prima para a sua edificação a própria terra que é retirada quando se escavam os alicerces.  
 Com esta terra é feita uma argamassa que junta com a pedra, mantém firme  as robustas paredes. Por serem utilizados materiais que não oferecem grande resistência aos agentes erosivos, a manutenção torna-se difícil e constante tornando-as vulneráveis a um período de tempo bastante mais curto em relação a outro tipo de construções. 

Há apenas quatro casas em Safira, por serem de arquitectura chã não permitem um grande aglomerado populacional, o que leva a concluir que toda a importância deste local se centrava na igreja, pólo de atracção social de todas as localidades vizinhas e certamente deu um enorme protagonismo económico e político a Safira, tendo esta chegado a ser freguesia do concelho de Montemor o Novo e teve até um titular, Augusto Dâmaso Miguens da Silva Ramalho da Costa, um latifundiário de Montemor-o-Novo, cidade onde exerceu também o cargo de Presidente da Câmara. O título de Visconde foi criado  por decreto do Rei D. Luís em 30 de Abril de 1886 e mais tarde foi elevado a Conde. Faleceu em Montemor a 3 de Fevereiro de 1945, sem descendência. 
 “No ano 1768 o Padre Thomás de Vasconcelos Camello, respondendo "aos interrogatórios" ordenados pelo  Arcebispo de Évora Dom Frei Miguel de Távora, escrevia: "tem esta freguesia 57 propriedades, e nelas se incluem 120 fogos onde residem 578 pessoas. No alto de uma charneca estão edificadas a igreja e as casas do padre e do sacristão ". 
 
 Segundo esta descrição, este pequeno aglomerado era o centro de uma dispersa povoação que para aqui convergia  pela existência de uma “casa de Deus” . A igreja foi construída no século XV, durante o bispado do Infante Cardeal D. Afonso, filho de D. Manuel I e foi severamente castigada no terramoto de 1755. Dela restam hoje apenas as paredes, o telhado há muito que derrocou  deixando exposto o seu interior. 
 

 A fachada  mantém-se firme desde o último restauro em 1903, conforme a data de uma lápide que teimosamente resiste às intempéries.  
 O retábulo era ornamentado com frescos em trompe l’oeil dos quais restam ainda ilegíveis vestígios, tem três nichos e uma escada que dá acesso ao nicho maior . Onde era a sacristia jaz hoje no chão um telhado apodrecido, entre quatro paredes pintadas num vermelho vivo que bem condiz com o vinho tinto da região.  

As casas que compõem este conjunto são bem diferentes entre si. A primeira estrutura da aldeia tem uma comprida fachada e uma arquitectura mais ou menos elaborada entre as casas que une.  São três casas geminadas que certamente terão sido a taberna e loja, além de habitação.    

A casa menor quase se sobrepõe a esta, plantada a caminho da igreja bem no meio da encosta evidenciando-se pelo isolamento e pela arquitectura mais rude e robusta... embora a sua robustez já não seja a mesma, as suas paredes mantém-se de pé.
 

A maior casa seria certamente a do padre e é a que se encontra em pior estado de conservação não havendo sequer vestígios da sua traça. Tem como vizinha duas oliveiras e tem ainda nas traseiras um nostálgico forno. 

Safira estará para sempre preservada enquanto o seu espírito se mantiver vivo,  salvando-se pela solidão que a mantém asua índole incólume e intocada pelo progresso.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Casas Contentor - As vantagens são notáveis

Com características modulares com base nas formas geométricas dos contentores, a criação de casas parece uma brincadeira com peças de lego gigantes. Mas são casas reais, que estão a ser construídas a partir de contentores.


As vantagens são notáveis: baixo custo, redução de  tempo de obra bastante reduzido além de ter como ponto de partida valores socialmente correctos como a reciclagem e a sustentabilidade. 


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sábado, 3 de dezembro de 2011

Construção em Terra


A construção em terra voltou a ter procura em Portugal, sobretudo no Litoral Alentejano e Algarve, onde os arquitectos vêm aperfeiçoando as técnicas de reutilização de materiais em nome da "sustentabilidade do futuro". 

A maior vantagem desta construção recai sobre o comportamento das casas em termos de inércia térmica, fazendo com que o interior dos imóveis seja fresco no Verão e quente no Inverno.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Construção em Terra Crua - Casas em Taipa



"Para fazer uma boa taipa, a terra tem de ser carregada por um coxo e batida por um louco"


Quer isto dizer que quem transporta a terra tem de o fazer com lentidão, de modo a permitir aos que a batem (são normalmente dois homens... os taipeiros), o façam vigorosamente, como loucos. Actualmente, o processo de compressão da terra é feito com pilões pneumáticos.


Característica da cultura mediterrânea, a taipa, mais do que uma técnica, é o reflexo da perspectiva social, económica e cultural de uma época.


A construção em terra crua é totalmente ecológica, com materiais não poluentes e tendo como única fonte de energia o sol.


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