quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Conforto numa casa poupada - EcoCasa Portuguesa



Uma habitação bioclimática reúne boa arquitectura, optimização do clima, protecção do ambiente e poupança. Só em electricidade e gás pode poupar mais de 250 Euros anuais.

Projectar e construir um edifício considerando a envolvente climática é o objectivo da arquitectura bioclimática. Deste conceito advêm ganhos bastante significativos. Tanto no Inverno, como no Verão, quase não precisa de aquecer ou arrefecer as divisões de casa. Tal repercute-se na conta da electricidade e de gás, mais baixa do que em construções onde o conforto térmico não está assegurado. Portugal tem um clima bastante favorável à adopção destes princípios.

Para perceber como aplicar algumas técnicas na sua casa, de modo a conseguir um maior conforto térmico, pode recorrer às agências de energia, municipais ou regionais. A Agência para a Energia (www.adene.pt) tem informação sobre o Sistema de Certificação dos Edifícios e os novos regulamentos.

Construção atenta aos pormenores
  • A orientação das fachadas da casa a Sul é favorável, no Inverno ou Verão, desde que com sistemas de sombreamento a proteger do sol directo. Numa sala de 30 m², por exemplo, as necessidades de arrefecimento podem aumentar em 1 kW, se a sala for orientada a Oeste, em vez de a Sul.
  • O isolamento térmico das paredes simples previne fugas de calor entre o interior e o exterior da habitação. O mesmo deve ser colocado no exterior, revestindo paredes e vigas e evitando as pontes térmicas. Uma parede simples isolada pelo exterior evita até 50% das perdas de calor.
  • Os vidros duplos protegem do calor e do frio. Têm duas camadas de vidro, separadas por uma câmara de gás inerte, de maior efeito isolante. As perdas de calor para o exterior reduzem-se em 45% com uma janela de vidro duplo e caixilharia isolante.
  • A chamada Parede de Trombe é constituída por um vidro exterior orientado a Sul, uma caixa-de-ar e uma parede de grande inércia térmica (de tijolo maciço, por exemplo). Estas paredes acumulam o calor do Sol durante o dia, transmitindo-o para o interior durante a noite.
  • A técnica de arrefecimento pelo solo permite refrigerar as divisões, fazendo passar ar do exterior por tubos enterrados, onde arrefece, sendo depois libertado na casa. No Inverno, o mesmo sistema permite pré-aquecer o ar.
  • A água pode ser usada para arrefecer o ar. Caso haja espaço disponível em frente à habitação, é possível criar espelhos de água. A evaporação da água dá-se junto às paredes exteriores da casa, diminuindo a temperatura do ar em seu redor.
  • As palas, ou varandas, por cima das janelas ajudam, durante o Verão, a quebrar a incidência directa do Sol.
  • As janelas basculantes permitem, com o estore parcialmente fechado, arejar a casa. Por sua vez, as janelas pequenas evitam o arrefecimento excessivo das casas viradas a Norte.
  • A forma do edifício influencia as perdas e os ganhos de calor entre o interior e o exterior. Quanto mais compacto for o edifício, menor serão as perdas energéticas. Além disso, uma casa baixa está menos exposta ao vento.
  • O uso de vegetação, de preferência a Este e a Oeste, evita a entrada de radiação solar directa através das janelas e protege as paredes exteriores do excesso de calor. A vegetação também protege do vento e oxigena o ar.
  • A utilização de painéis solares fotovoltaicos permite converter a energia solar em eléctrica, enquanto os colectores solares têm a vantagem de usá-la para aquecer água. A instalação destes sistemas leva à redução do consumo de energia eléctrica.
No poupar está o ganho
  • A falta de conforto térmico nas casas resulta de problemas construtivos. Para ultrapassar o desconforto, gasta-se electricidade em excesso para aquecer ou arrefecer. Porém, as casas construídas segundo critérios bioclimáticos apresentam temperaturas que, na maior parte do ano, dispensam equipamentos de aquecimento ou arrefecimento. Num edifício, a fase de maior impacto ambiental é a da construção, dado concentrar a grande fatia de consumo energético. Aqui, a arquitectura bioclimática é crucial nos mecanismos a que recorre para o diminuir: a orientação solar, o correcto posicionamento do edifício no terreno, a escolha adequada dos materiais de construção.
  • Os materiais de construção também influenciam as condições climatéricas no interior. A inércia térmica, própria dos materiais pesados, como dos tijolos maciços e da pedra, é importante em casas bioclimáticas. Com grande inércia térmica, mantêm-se mais tempo frescas durante o dia, enquanto armazenam calor, que libertam à noite.
  • Considerando um cenário de consumo de 12 500 kWh/ano, correspondente a um gasto de electricidade de cerca de € 65 mensais e de € 35 de gás, a redução em 80% da fatia do aquecimento significa uma poupança anual superior a 250 euros.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cidades eficientes


Os consumos energéticos actuais põem em causa a nossa sustentabilidade. Torna-se, por isso, necessária uma nova mentalidade e soluções mais eficientes.
Em Portugal, os edifícios representam cerca de 30 por cento dos consumos globais do País e cerca de 60 por cento do consumo eléctrico. Os números colocam estes mesmos edifícios como o segundo maior responsável pelas emissões de gases com efeito de estufa, apenas ultrapassado pela utilização intensiva dos combustíveis, principais responsáveis pelo aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera e do aquecimento global do Planeta.
Com a crescente concentração populacional em redor das grandes cidades (mais de metade da população mundial vive em centros urbanos), não admira que passemos mais de 80 por cento do nosso tempo dentro de edifícios, onde, inúmeras vezes, utilizamos de forma menos correcta a energia à nossa disposição.
Perante os constantes alertas, vários países têm procurado respostas e soluções em conjunto, avançando com planos estratégicos e directivas que visam, além da diminuição dos gases de efeito de estufa e aposta nas energias renováveis, optimizar a eficiência energética dos edifícios.
Expoente dessas preocupações é a Estratégia Europa 2020, preparada pela Comissão Europeia e adoptada, no ano passado, pelo Parlamento Europeu e pelos Chefes de Estado e de governo da União. A missão é ambiciosa e, até 2020, a Europa quer criar as bases de um futuro feito de crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, onde o crescimento económico surja aliado à sustentabilidade ambiental e ao combate às desigualdades.
Ao abrigo das propostas apresentadas, todos os países devem estabelecer um plano de eficiência energética, onde, por exemplo, os governos poderão propor mecanismos de poupança de energia como programas de financiamento ou acordos voluntários com os fornecedores. Os governos devem, ainda, reduzir anualmente o consumo de energia dos edifícios públicos em, pelo menos, três por cento e exigir que a eficiência energética seja um critério na aquisição de bens e serviços.
Note-se, aliás, que desde 2006 que é obrigatório que todos os novos edifícios a licenciar (salvo aqueles em que é impossível) estejam equipados com um sistema solar de aquecimento de águas quentes. E, de acordo com a Directiva do Desempenho Energético dos Edifícios, os novos edifícios construídos a partir de 2018 deverão estar perto do zero em termos de emissões de dióxido de carbono e de consumo de energia.
Por seu lado, os fornecedores de energia deverão incentivar os clientes a maior eficiência energética, reduzindo, em 1,5 por cento, o volume de vendas todos os anos. Para tal, poderão aconselhar e auxiliar os consumidores a instalar janelas de vidros duplos, a isolar telhados ou a melhorar a eficiência dos sistemas de climatização.
Este tipo de medidas confirmam que todos podemos contribuir para construir uma cidade energeticamente eficiente. Trocar as lâmpadas convencionais por lâmpadas económicas ou LED e optar por equipamentos eléctricos de baixo consumo são gestos simples ao alcance de todos. Tão simples como desligar a luz antes de fechar a porta.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Construção Sustentável - Casas em Taipa


O acto mais sustentável que existe é reabilitar e aproveitar o que existe.

A sustentabilidade não é opção, é o único caminho. 
A gestão eficiente da água e o aproveitamento dos recursos energéticos renováveis podem ser determinantes para a sustentabilidade económica.

A eco-construção refere-se aos edifícios ou empreendimentos que são concebidos para reduzir o impacto no meio ambiente. São, portanto, edifícios mais eficientes na utilização de energia, na utilização da água e recorrendo a recursos locais, nomeadamente ao nível dos materiais de construção.

EcoCasa Portuguesa

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Fórum EFINERG online, também, no Facebook


Fórum Efinerg
O Projecto EFINERG mobiliza a indústria para eficiência energética tendo como principal objectivo a implementação e integração de boas práticas energéticas
A ADENE – Agência para a Energia, no âmbito do projecto EFINERG, expande o fórum online sobre a eficiência energética nas pequenas e médias empresas (PME) às redes sociais. O fórum, agora presente no Facebook através da página www.facebook.com/efinerg, tem como principal objectivo mobilizar a indústria para a implementação e integração de boas práticas energéticas.


Dirigido aos técnicos e gestores de empresas ligados às áreas de Gestão de Energia, estas plataformas online assumem-se como um meio privilegiado de agregação de ideias, debate e divulgação de sugestões e propostas que, de alguma forma, propiciem a adopção de boas práticas no âmbito da eficiência energética.
 
Promovido pela AEP (Associação Empresarial de Portugal) e pelo IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação), o projecto EFINERG pretende apoiar a concretização dos objectivos definidos no (PNAEE) Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética e proporcionar às PME um enquadramento coerente e integrado no Quadro de Referencia Estratégico Nacional (QREN).
 
Fonte: ADENE 

Endereços do Fórum

 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Casas em Taipa - Construção Sustentável


A construção em terra, pedra e madeira permite cumprir um dos principais papéis que se impõe às construções actuais: a sustentabilidade dos materiais utilizados. Qualquer um destes materiais é reutilizável, não constituindo qualquer perigo, nem sobrecarga ambiental mesmo após a sua vida útil.

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Foto:Habitação em Beja
Habitação unifamiliar construída em taipa...
Proj. Arquitectura Bartolomeu Costa Cabral, João Gomes 
e Mário Anselmo Crespo

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

SUSTAINABLE CABIN





Respondendo a um desafio... estudantes do Texas, mais concretamente da Texas Tech University, criaram esta cabana inspirada em desenhos de Thoreau e Le Corbusier. 

Após a sua construção foi instalada em Wichita Falls onde é usada por estudantes no estudo de princípios de design sustentável.



EcoCasa Portuguesa
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domingo, 18 de dezembro de 2011

Álvaro Siza & the Beatles

  


                        
Siza sings | Film by Fernando Guerra from últimas reportagens on Vimeo.

The third Earth Building UK (EBUK) Conference


EBUK, the Earth Building UK Conference, will be held January 13th 2012 with the focus on the use of earth and clay plasters.

The use of earth and clay plasters has increased in recent years, with interest groups concerned with the conservation of historic buildings, ecologically sensitive new construction, alongside a growing interest from industry in innovative materials.

Earth and clay plasters and mortars, along with green bricks plasters and mortars are currently the most product oriented areas of the earth building family. Although many of the commercial products in this field are imported from Europe, there are a growing number of product suppliers and manufacturers in the UK. The European-wide acceptance of training standards for earth plaster which was achieved in 2011 mean there is opportunity now for a growth in the sector.

The third EBUK conference explores these issues, from user, developer and supplier. Space will be available for display of materials and products.

Conference Location: The Ron Cooke Hub at the University of York, Heslington, York. YO10 5GE.

sábado, 17 de dezembro de 2011

A construção em terra


Ainda hoje, são inúmeros os montes com construções em taipa, muitos deles abandonados à espera de renovação.

Em Portugal, é essencialmente no Baixo Alentejo que a construção em terra tem maior expressão. A estrutura geológica, as características do solo, a herança cultural de povos com tradição em construções de terra, o clima seco e o ambiente essencialmente rural são factores fundamentais para potenciar o desenvolvimento da construção em terra.

EcoCasa Portuguesa
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Chaminé em Tijolo Burro



O tijolo burro é utilizado na construção há vários milénios, não tendo as suas caracteristicas variado significativamente ao longo dos anos, uma vez que tal como nos primórdios continua a ser fabricado com a mesma matéria prima, a argila (terracota). 

O tijolo burro é fabricado a partir de argila extraída em barreiros próprios, que depois de triturada e moída é amassada, podendo então ser moldada com o formato desejado, neste caso o tijolo burro. Após um periodo de secagem que varia de acordo com as condições metereológicas ( o tempo de secagem depende do calor e da humidade do ar) e que pode ir de 5 a 30 dias, o tijolo burro, ainda cru, é introduzido no forno onde será cozido a uma temperatura de aproximadamente 1100º.

EcoCasa Portuguesa
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