sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Como projetar casas auto sustentáveis



É do conhecimento geral o impacto que a construção tem nas emissões de gases que produzem efeito estufa.

Com essa preocupação em mente, associada aos custos inerentes à nova construção e/ou reabilitação de construções existentes, surge a responsabilidade de estudar, pensar e aplicar novas formas de projetar e construir.

São cada vez mais e melhores os estudos e projetos piloto de construções sustentáveis e de impacto nulo ou mesmo negativo na pegada de carbono.

A abordagem tem de ser feita em duas frentes garantindo por um lado a melhoria e otimização das fontes de energia renovável disponíveis, por outro a convicção de que essa energia não se baste para si mesma mas na verdade se exceda e torne disponível para outros utilizadores.

A habitação auto-sustentável enquadra-se no futuro que se pretende construir, adicionando valor, melhorando o ambiente em que nos inserimos, criando espaços saudáveis e lares acolhedores.
Os recursos naturais do planeta têm vindo a ser consumidos a um ritmo alucinante.

A industria automóvel, em particular, tem desenvolvido um trabalho fascinante com carros elétricos, remetendo-se à utilização de uma fração da energia utilizada, comparando com carros a gasolina ou a diesel.

Felizmente várias outras industrias têm despertado para esta causa, analisando o impacto que os seus produtos têm no planeta e desenvolvendo alternativas que causem menor dano.

Na construção



Casa da Memória, em Guimarães, distinguida com o segundo lugar do prémio Europeu de Turismo Cultural Sustentável da parte da European Cultural Tourism Network (ECTN)

Ao nível da construção, o avanço da tecnologia tem permitido garantir o aumento da eficiência energética em nova construção e reabilitação do existente, sem compromisso da parte estética, aumentando mesmo a segurança e o conforto.

Manter o foco na eficiência energética, como centro do processo global da melhoria do impacto da construção, tem-se revelado uma das melhores e mais rápidas formas de garantir bons resultados.

Os projetos de habitação sustentável desenvolvidos visam a utilização de energia passiva, como a luz do sol, do vento ou de água natural, bem como o calor naturalmente produzido pelo corpo Humano ou mesmo eletrodomésticos, como fontes de energia centrais e primárias.

Por outras palavras, tirar partido das fontes de energia naturalmente proporcionadas pelo planeta, amplificando-as, garante a redução da pegada ecológica, sustentando edifícios que requerem pouca ou nenhuma energia para manter o aquecimento ou arrefecimento do espaço e a subsistência da sua habitabilidade.

Na conceção de uma casa auto-sustentável tira-se ainda partido do tamanho, da forma, da orientação da construção e sua inserção na forma natural do terreno, a sua hermeticidade, com a escolha de materiais e métodos construtivos rigorosos, ventilação natural e capacidade de recuperação de calor.

Casas auto sustentáveis, ou “Zero carbono”, são as que, em teoria, produzem zero emissões de CO2 (dióxido de carbono).

Em casos extremos, alguns projetos conseguem mesmo produzir emissões “negativas”, o que significa que a sua construção, além do impacto nulo na envolvente, ainda devolve ao ambiente mais do que recebe. Mas este será um tema a desenvolver noutro artigo…

Nas casas auto sustentáveis as emissões são reduzidas garças ao cumprimento escrupuloso de padrões de eficiência energética rigorosos, com base em tecnologias de aquecimento e refrigeração energeticamente eficientes como painéis solares ou torres eólicas, por exemplo, ambos formas de compensação do impacto energético.

Estes projetos incluem ainda um sistema de ventilação mecânica eficiente, que garanta o fluxo de ar dentro e fora do edifício como fator determinante na determinação da quantidade de aquecimento adicional eventualmente necessário.

“Casa em Urbanização Experimental Bioclimática”, Estúdio José Luis Rodríguez Gil, Canárias

Se o sistema global for eficiente, o calor e a energia gerados em casa, permanecem em casa.
Em construções urbanas, pode ainda tirar-se partido da envolvente de cada edifício, tendo em conta o aglomerado de edificações em detrimento da edificação isolada de uma vivenda, por exemplo.

De referir ainda que, no caso da edificação urbana, alguns sistemas energéticos não são totalmente utilizáveis, como é o caso das torres eólicas, por exemplo.

Atingir o padrão ideal da construção auto sustentável depende largamente das condições climáticas da região da implantação.

Soleta, Justin Capra Foundation for Investment and Sustainable Technologies (FITS), Romenia

Genericamente estão em causa os níveis de isolamento, o alto desempenho de janelas e portas, uma rede de construção hermética, métodos construtivos sem pontes térmicas e sistemas de ventilação mecânica com recuperação de calor altamente eficientes.

O sistema de isolamento a aplicar terá por ventura o maior impacto na construção, nomeadamente ao nível dos ganhos de calor, durante o Verão, e perdas, no Inverno, bem como à maior ou menor rapidez com que a energia é ou não dissipada.

A introdução de aberturas em fachadas, portas ou janelas, remete sempre para quebras na eficiência global que se pretende pelo que é urgente a escolha de materiais, equipamentos e novamente métodos construtivos, que minimizem esse impacto. Inclui-se, neste ponto a necessidade de associar, à inserção de janelas e portas, a orientação da construção.

A garantia de estanquicidade dentro do edificado deverá ser assegurada por membranas adequadas e revestimentos de alta performance, prevenindo desconforto geral ou mesmo o aparecimento de focos de humidade.

O consumo de energia causado pelas perdas ou ganhos de energia através da fachada também pode ser drasticamente reduzido assumindo simplesmente uma área de implantação retangular, com transmitância térmica igual para as paredes e o telhado; com transmissão zero através do solo e projetando um edifício com uma relação entre a fachada sul e leste de 1 e 2: a forma ideal de construção em vista de ganhos e perdas de energia na fachada é alcançada. Por outro lado, idealmente, a altura deve ser igual à metade do comprimento de um lado.

À medida que a altura aumenta, o consumo de energia do edifício também aumenta por ser necessária energia para transportar pessoas, refrigeração, aquecimento e água.

As juntas construtivas são também uma via de derivação termicamente condutora para perda de calor e devem ser reduzidas ou eliminadas, sempre que possível, seja ao nível de projeto ou na execução desses elementos, com introdução de material adequado.

A garantia da manutenção da boa qualidade do ar interior implica um bom sistema de ventilação mecânica e de recuperação de calor com uma recuperação de calor superior a 75% e baixa potência de ventilador. Pretende-se a eliminação de odores indesejados, humidade e dióxido de carbono, produzidos pelos utilizadores, com ar fresco.

Obviamente que se podem simplesmente abrir as janelas, a gosto, mas para garantir as taxas de ventilação adequadas seria necessário abrir todas as janelas pelo menos uma vez a cada três horas durante alguns 5 a 10 minutos de cada vez, mesmo durante a noite. Isso, obviamente, seria impraticável e causaria perdas de calor inaceitáveis.

Equipamentos mecânicos adequadamente dimensionados, dimensionadas a cada caso especifico, dependente da utilização geral do edifício, da sua ocupação e restantes variáveis decorrentes da implantação da construção, garantem mais uma vez o equilíbrio energético pretendido.

Conclui-se que a construção de uma habitação auto sustentável é produto da colaboração de várias especialidades, com foco único na minimização do seu impacto, após implantação, garantindo o máximo conforto na sua utilização.

Artigo de:Ana Pereira

Senior Civil Eng|Reinforcement and Rehabilitation of Structures|Microsoft Project

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Telhas Solares Fotovoltaicas


Hoje em dia as telhas solares fotovoltaicas são já uma realidade que suscitam cada vez mais o interesse dos consumidores particulares que solicitam informações sobre esta e ainda nova tecnologia.
As telhas fotovoltaicas poderão ser mesmo o futuro com a possibilidade de tornar independentes da rede elétrica os proprietários de moradias, que conseguirão produzir eletricidade através do aproveitamento da energia solar fotovoltaica de forma fácil, sendo que muitas vezes esta tecnologia de telhas fotovoltaicas poderá já vir pré instalada no momento de aquisição de uma nova casa.

O que são as Telhas Fotovoltaicas

Uma aposta interessante são as telhas sustentáveis ou telhas fotovoltaicas, parecidas com os modelos convencionais, as telhas integram mini painéis solares embutidos em seu interior, á diversas formas e modelos hoje em dia no mercado, a maioria delas é feita de cerâmica e possuí 4 células fotovoltaicas, a instalação acontece embaixo do telhado até o conversor, uma inovação do setor energéticoque está ganhando destaque internacional e promovendo a sustentabilidade.
Com a instalação dessas telhas solares em uma área de 45m², a geração de energia alcançaria cerca de 3kw e supriria a demanda energética de uma casa, a colocação dessas telhas fotovoltaicas é realizada como de costume, são telhas comuns, como as outras vendidas no mercado, mas com o potencial de gerar energia limpa e sustentável para todos os consumidores.

Painéis solares ultrapassados

Os painéis solares também continuam agradando os consumidores e organizações, mas como as placas são consideradas grandes, pesadas e não atendem os aspectos estéticos dos telhados, o público tem certa rejeição para com este modelo, então as vendas do setor energético está estagnado, não somente pelo valor da instalação dos painéis solares, mas a aparência deste sistema também não está agradando os consumidores.
Cada avanço no setor energético é importante para gerar mais sustentabilidade e colaborar com as energias renováveis, temos que apostar nessas inovações para contribuir com o nosso meio ambiente.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Eco Casas



Provavelmente já ouviu falar delas, mas afinal o que são, e a que propósito?

Uma casa ecológica pode ser definida como sendo uma construção que é erguida tendo em conta o ambiente circundante e as necessidades do Homem, pois tem de haver um equilíbrio com a natureza. Para isso, uma casa ecológica tem necessariamente de ser auto-suficiente, ou seja, recorrer às tecnologias mais recentes ligadas às energias renováveis para obter a energia que necessita, ou pelo menos grande parte dela, de modo a permitir o seu funcionamento interno.


O objectivo principal de uma construção ecológica é simplesmente conceber um equilíbrio sustentável entre o Homem e a Natureza, não deixando de fornecer a quem a habita todo o conforto de uma casa normal, somente com o acréscimo de que não afecta de uma forma tão negativa e agressiva o meio ambiente circundante.


As casas bioclimáticas são construções que reúnem óptimas condições de habitabilidade com o mínimo consumo energético. Uma habitação que é inteligentemente concebida e regulada de forma auto-suficiente, onde a energia é proveniente de fontes naturais, como as águas da chuva, que são armazenadas e filtradas para serem reutilizadas, tendo sempre como princípio não haver perdas nem desperdícios. A construção da casa propriamente dita deve ser também à base de materiais não tóxicos e naturais, sendo os mais importantes a madeira, a pedra e a argila.

Uma casa ideal é aquela que permite ao ser humano viver em harmonia com o meio ambiente.


É corrente chamar inteligentes às casas que possuam características capazes de tornar a vida mais simples a quem nelas habita, assim agrupadas em cinco categorias principais:

Segurança

Economia

Conforto


Ecologia

Integração



Para cada indivíduo, em cada momento, terão naturalmente importâncias diferentes cada uma das categorias. No entanto, às cinco enunciadas centramo-nos na ecologia, tornando-as evolutivas com a tecnologia, e no entanto bastante ecológicas, essencialmente com as necessidades e as preferências de quem as habita.

A gestão dos espaços interiores e exteriores com a adequação do controlo de iluminação, estores, aquecimento, rega, etc., às condições atmosféricas ou às ordens remotas via Internet ou telemóvel, é hoje uma realidade de muitas habitações em Portugal e em muitos outros países do mundo.

Ao analisarmos as funcionalidades tecnológicas num edifício comparando-as com as de qualquer veículo automóvel, equipamento de telecomunicações, ou com um simples electrodoméstico, rapidamente damos conta do défice tecnológico e de esforço para torna-las auto-suficientes, que ainda é usual encontrar em qualquer habitação tradicional – o maior, mais importante e mais duradouro investimento da vida de cada um.


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Aproveitamento de Água da Chuva



Uma das formas de reduzir o consumo de água, seja em espaços públicos ou particulares, passa por alimentar os sistemas de rega a partir de água da chuva armazenada.
Com a vantagem de evitar o recurso exclusivo à água da rede pública, esta opção permite também reduzir a produção de escoamentos superficiais, bem como eventuais descargas no sistema público de drenagem de águas pluviais.
Para que seja possível fazer o aproveitamento da água da chuva, é necessária uma superfície de recolha, que geralmente é a cobertura da habitação/edifício, e uma cisterna de armazenamento com os respectivos acessórios. Se for possível, deve-se cobrir a cisterna para minimizar as perdas por evaporação.
Outro mecanismo possível é a construção de um reservatório subterrâneo para o aproveitamento adicional de água da chuva recolhida em pavimentos que, apesar de acarretar custos de instalação mais elevados, tem a vantagem de não ocupar espaço acima do solo. Neste caso, será necessário instalar uma bomba para a elevação da água durante a rega.
Para o planeamento do projecto deve sempre contactar uma empresa especializada para que esta elabore um projecto que se adeqúe às suas necessidades.

O potencial de redução desta medida é variável, dependendo sobretudo da área a regar e das necessidades das espécies plantadas, podendo atingir 100% se a água de rega da rede pública for totalmente substituída por água da chuva.
Esta água pode ser também utilizada para outros fins não potáveis como o autoclismo e a limpeza de pavimentos.

Critérios técnicos para a execução de sistemas de aproveitamento de água pluvial (SAAP)
Para assegurar a qualidade dos sistemas de aproveitamento de água pluvial nas coberturas de edifícios, para fins não potáveis, criou-se em Portugal, à semelhança de outros países, uma Especificação Técnica ANQIP (ETA) que estabelece critérios técnicos para a execução destes sistemas (ETA 0701).
Esta Especificação Técnica é de cumprimento voluntário, pois foi criada pela Associação Nacional para a Qualidade nas Instalações Prediais (ANQIP) que é uma Organização Não Governamental (ONG)
Para garantir as condições ideais ao nível técnico e ao de saúde pública o SAAP deverá ser certificado de acordo com a ETA 0702. Para obtenção desta certificação a ANQIP terá de fazer uma apreciação prévia do projecto e realizar vistorias à obra. A certificação dos instaladores também terá de ser assegurada.

Fontes:Guia Técnico 08 do IRAR/ERSAR (2006)
Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água (2001)

quinta-feira, 16 de março de 2017

Projeto EcoCasa Portuguesa




 Os promotores da EcoCasa Portuguesadesígnio que nasceu nas redes sociais, querem construir uma casa amiga do ambiente 100% portuguesa. Desde o projecto de arquitectura aos materiais utilizados, a ideia é que tudo seja made in Portugal e fornecido graciosamente.



«A casa modelo será uma forma de os ‘embaixadores’ promoverem os seus produtos e serviços», explica João Monge Ferreira. A primeira habitação, é um projecto com «uma forte componente pedagógica ambiental», acrescenta.



O também criador do movimento Novos Rurais – que promove o regresso à vida no campo – adianta que o Alentejo e o Algarve são as localizações que estão a ser estudadas, mas o objectivo é que a casa se «adapte aos diversos climas, relevos e matérias-primas de cada região», até porque o futuro do projecto passa pela sua comercialização. «É o aproveitamento e sintonia com o meio ambiente que está na base da arquitectura bioclimática», explica João.


O Sol é «um dos principais elementos a ter em conta, pois o seu aproveitamento, quer em termos térmicos, quer em termos de iluminação, será a peça chave para construção de um edifício sem consumo de energia». Os materiais escolhidos têm um «bom desempenho ambiental e energético», permitindo reduzir o consumo de electricidade – «uma vez que o conforto interior é facilmente alcançado sem recurso a aparelhos de climatização» – e a emissão de gases com efeito de estufa.

terça-feira, 14 de março de 2017

Eco Casas - Casa em Pedra


Casa em Pedra – Namibe, em Angola.
OMAHUA, que significa pedra, é uma reserva turística situada no sul da Província do Namibe, em Angola, a cerca de 150 Km da cidade de Namibe, na estrada que liga ao Parque Nacional do Iona e à Foz do Cunene, na fronteira com a Namíbia. É um local lindíssimo, com savanas loiras e picadas de terra vermelha, cheia de espinheiros dispersos pela planície rodeada de calhaus e pedras enormes, de granito vermelho, roladas, apresentando formas estranhamente escultóricas a desafiar a imaginação.

quinta-feira, 9 de março de 2017

25 Dicas Para Uma Casa Mais Sustentável



25 sugestões para “poupar na sua carteira” ao mesmo tempo que “poupa no ambiente”.


1 - Prefira uma casa mais eficiente energeticamente

A localização de um edifício é muito importante no que respeita às necessidades térmicas e consumo de energia. Destas necessidades resulta o Certificado Energético que é obrigatório apresentar para a venda ou arrendamento. Este apresenta um conjunto de informações atribuindo uma classificação A+ (mais eficiente) até F (menos eficiente) e é válido por 10 anos.

2 - Prefira um local arejado e bem servido de transportes públicos

Se lhe for possível habitar próximo do seu local de trabalho, desloque-se a pé. Far-lhe-á bem à saúde e contribuirá para um ambiente mais saudável.

3 - Tire partido do Sol para aquecimento

O Sol é a nossa maior fonte de energia. Pode usa-lo em seu benefício escolhendo uma casa maioritariamente orientada a Sul. Assim é possível controlar a radiação. Quando a deixamos incidir nas janelas de vidro, o espaço interior aquece de forma natural.

4 - Impeça o sol de incidir nas janelas durante a estação de Verão

Verifique se as janelas possuem uma protecção pelo lado exterior: uma pala, persiana ou até vegetação (de folha caduca no Inverno).

5 - Controle as janelas orientadas a nascente (Este) e/ou poente (Oeste).

Nestas orientações são obrigatoriamente necessárias proteções exteriores, pois é nestas orientações que o sol incide mais horizontalmente. É imperativo, durante a situação de Verão, correr estas persianas, protegendo o vidro, pela manhã a Nascente e ao final da tarde a Poente.

6 - Reserve a orientação Norte a divisões que necessitem de poucas aberturas (ou mesmo nenhumas) para o exterior.

Como W.C.s e arrumos. É nesta orientação que se originam grandes perdas térmicas através do vidro durante a estação fria.

7 - A área de envidraçado de uma divisão não deve ultrapassar 15% da área de pavimento dessa divisão

As fachadas envidraçadas originam grandes ganhos térmicos na estação quente e perdas térmicas muito consideráveis durante a estação fria, o que implica sistemas de climatização adicionais para corrigir este efeito.

8 - Tire partido do Sol para iluminação

Prefira divisões iluminadas naturalmente para minimizar a necessidade de iluminação artificial. Existem no mercado equipamentos de transporte de luz natural para divisões não iluminadas que canalizam a luz do exterior para o interior.

9 - Opte por lâmpadas de baixo consumo

Sempre que necessária a iluminação artificial prefira a localizada (só apenas onde é de facto necessária).

10 - Prefira, sempre que possível, electrodomésticos de Classe A++

São mais eficientes no que respeita ao consumo de energia e ao contrário do que se pensa não são necessariamente mais caros.

11 - Verifique na Ficha Técnica da Habitação (FTH)

Aqui é apresentado o tipo de construção. As soluções construtivas adotadas são determinantes para uma casa confortável do ponto de vista térmico e para evitar futuras obras de reparação. Deverá optar por soluções de parede exterior com isolamento pelo exterior da parede e se possível, opte pela instalação de vegetação no lado exterior da parede.

12 - Prefira um material de isolamento com um baixo índice de condutibilidade térmica mas com baixo teor de energia incorporada

O isolamento térmico se bem colocado evita perdas de calor no Inverno ou ganhos de calor no Verão, mantendo assim uma temperatura constante no interior de sua casa.

13 - Verifique as caixilharias e o vidro

Aquelas com corte térmico (são fabricadas de forma a promover uma redução da transmissão térmica entre 40% a 60%) e vidro duplo são as mais indicadas do ponto de vista de conservação de energia.

14 - Dê especial importância aos materiais utilizados

Prefira os recomendados pelo PCS. Na base de ecoprodutos poderá encontrar os materiais mais adequados, informando-o sobre o poder de reutilização ou reciclagem e ainda sobre o seu impacte ambiental.

15 - É importante escolher materiais homologados e/ou com marcação CE

Nos casos mais importantes, solicite os certificados de conformidade de acordo com as especificações aplicáveis, emitidos por entidades idóneas e acreditadas, seguindo as instruções dos fabricantes para a aplicação dos mesmos.

16 - Verifique se a cobertura do edifício (terraço ou telhado), está adequadamente isolada

Poderá fazê-lo através da FTH. Prefira, se possível, as coberturas verdes. Consulte as soluções construtivas recomendadas no PCS.

17 - No pavimento em contacto com o solo, opte por isolantes térmicos imputrescíveis e resistentes à água

Pode ainda optar por uma caixa-de-ar. Verifique ainda se possui impermeabilização para evitar perdas térmicas ou outras patologias associadas através do solo.

18 - Promova durante a utilização, renovações do ar interior

É muito importante para que se mantenham as condições de salubridade no interior nos edifícios. Uma casa insuficientemente ventilada poderá gerar humidade através dos vapores que se formam, afectando o conforto ou mesmo a saúde dos habitantes.

19 - Atenção às cores utilizadas nas fachadas e coberturas

Estas também influenciam o conforto térmico. Seja selectivo na escolha da cor de sua casa, considerando que, as cores claras não absorvem tanto o calor como as cores mais escuras.

20 - Se possível instale equipamentos que promovem o consumo de energia renovável

De entre os vários existentes no mercado destacam-se:
  • painéis solares térmicos que captam a energia do Sol e a transformam calor;
  • painéis solares fotovoltaicos que por meio do efeito fotovoltaico, a energia contida na luz do Sol é convertida em energia eléctrica;
  • bombas de calor geotérmicas que aproveitam o calor do interior da Terra para o aquecimento do ambiente;
  • mini-turbinas eólicas o vento aciona estes sistemas para fornecer eletricidade a uma microescala
  • sistemas de aquecimento a biomassa que pressupõe o aproveitamento da matéria orgânica.


21 - Poupe água

Existem no mercado torneiras de regulação do fluxo de água, que permitem reduzir o caudal estimulando a poupança deste recurso. Se a casa que vai habitar não possui estas torneiras, existem peças acessórias redutoras de caudal.

22 - Verifique se os autoclismos são providos de dispositivos de dupla descarga que induzem poupança de água

Pode colocar uma garrafa de plástico, dentro do autoclismo para diminuir o consumo de água em cada descarga.

23 - Se possível instale mini estações de tratamento de água ou mini cisternas de armazenamento de águas pluviais

A água armazenada e/ou tratada pode ser usada em descargas não potáveis.

24 - Verifique se no prédio existe espaço destinado a contentores adequados à separação de resíduos domésticos

No caso de vir a habitar um edifício de vários condóminos.

25 - Coloque em sua casa um depósito de separação de resíduos domésticos

Pelo menos com três divisões para estimular a separação destes resíduos.

Para terminar…

se tiver oportunidade de reabilitar em vez de construir de novo, e se essa opção for economicamente viável, está desde logo a ter uma atitude mais sustentável.

R E A B I L I T E !

quarta-feira, 8 de março de 2017

Eco Casas - Isolamento Térmico


Muito cimento, poucos espaços verdes. Muito consumo, poucas fontes de energia sustentáveis. Muito conforto, pouco respeito pela natureza. Construir uma casa ecológica é uma acção responsável.

O isolamento térmico é um dos mais importantes aspectos na construção de uma casa sustentável. 

Um bom isolamento diminui excessivas trocas térmicas entre interior e exterior, impedindo perdas de calor nos dias frios e sobreaquecimento nas estações quentes. O material de isolamento deverá ter um baixo índice de condutibilidade térmica e baixa energia incorporada.

O aglomerado de cortiça é uma matéria prima completamente natural e renovável. É extraída do sobreiro, uma árvore que subsiste sem recurso a herbicidas químicos, fertilizantes ou irrigação. É um bom – e duradouro – isolante acústico e térmico.

Na construção, a lã de rocha é, também, commumente utilizada. O seu fabrico implica gasto de energia e gera emissões de CO₂. No entanto, quando bem utilizado, e no que ao isolamento térmico concerne, economiza muita energia, superando este impacto negativo. O mesmo acontece com a lã de vidro.

A espuma de poliuretano é, igualmente, um bom isolante térmico. O seu fabrico não comporta riscos para a saúde ou para o ambiente e consome pouca energia. Para além disso, é produzida sem utilizar gases CPC e HCFC que destroem a camada de ozono.

Se optar por poliestireno extrudido, escolha uma marca que produza este material sem gases, indo de encontro às directivas europeias.
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