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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A Big Apple rendeu-se às hortas urbanas




Passeando pela Northern Boulevard, em Queens, um transeunte desatento pode não ter noção que, alguns metros acima do nível da rua, está a maior horta urbana em telhado do mundo. O projecto, iniciado em 2009, deu uma nova cor verde a Nova Iorque, conhecida por “The Big Apple”, no meio da malha urbana cinzenta.

Na horta de um acre, há de quase tudo entre dezenas de milhares de plantas cultivadas. Tomates, alfaces, cenouras, feijão, funcho, rabanetes, beterrabas são algumas das produções que podem ser encontradas nas fileiras hortícolas. Produtos sem fertilizantes e pesticidas sintéticos que, posteriormente, são vendidos em Nova Iorque em feiras locais e também a alguns restaurantes.

O nome do projecto – e da empresa criada para assegurada a sua exploração comercial – é Brooklyn Grange. O que não deixa de ser curioso, tendo em conta que a localização da horta está em Queens e não em Brooklyn. Um pormenor meramente burocrático: a empresa foi formada a pensar numa certa localização, em Brooklyn, mas depois foi necessário arranjar um novo espaço, já depois do “baptismo” oficial de Brooklyn Grange.

Apesar de ser gerida como projecto comercial, a horta urbana está aberta à comunidade. Aliás, um dos objectivos dos promotores passa, exactamente, por promover maiores ligações entre os habitantes citadinos e a produção agrícola – algo que, por norma, se localiza longe das paredes de betão. Além disso, a Brooklyn Grange quer expandir-se além do telhado em Northern Boulevard e criar uma rede de hortas urbanas em Nova Iorque.

O financiamento da maior horta urbana em telhado do mundo é através de um modelo complexo que agrega empréstimos, donativos e private equity. O espaço da horta está garantido por um contrato de leasing do telhado. Arquitectos e engenheiros ajudaram a pôr de pé este projecto gigante por cima do edifício de 92 anos. A horta é composta por aproximadamente 550 quilogramas de terra, pelo que foi necessário pensar em todos os pormenores para garantir que o telhado poderia aguentar o peso da horta biológica. Já no terceiro ano de existência, a Brooklyn Grange e estes agricultores urbanos estão a mudar as fronteiras entre o campo e a cidade.

Endereço: 37-18 Northern Blvd, Queens, NY
Horário para visitas: Quartas das 14h às 18h
www.brooklyngrangefarm.com

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Coberturas verdes ou ajardinadas


As coberturas verdes são uma opção interessante, desde que bem executadas, uma vez que contribuem para o conforto no interior da habitação, para além de influenciar positivamente o microclima urbano. São ainda pouco comuns no nosso país.

Sendo um tipo de cobertura muito especifica é necessário ter especial atenção à impermeabilização já que a presença da água é constante devido à existência de terra e plantas. A camada drenante deverá por isso ser constituída por um elemento filtrante permeável à água mas capaz de reter os elementos vegetais mais finos.

Vantagens

Ambientais

  • Combatem o efeito ilha de calor urbano, fenómeno responsável pelo aumento de temperatura dentro do perímetro das cidades, devido ao aquecimento provocado por emissores de CO2 como veículos e aparelhos de ar-condicionado, assim como pela energia solar absorvida pelas superfícies das construções urbanas, depois libertada para a atmosfera em forma de calor.
  • Melhoram a qualidade do ar, devido à capacidade libertação de oxigénio e de absorção de CO2 das plantas e árvores.
  • Filtram o Ar, absorvendo partículas de pó.
  • Absorve a precipitação, o que resulta em menos 70% das águas pluviais, e consequente redução da pressão nos esgotos da cidade.
  • Aumenta os espaços de habitat para a fauna local, como pássaros, insectos e outros pequenos animais.
  • Reduz a emissões de CO2 do edifício, as suas propriedades isolantes baixam os consumos energéticos.

Sociais

  • Proporcionam espaços agradáveis à vista, com possibilidade de uso para lazer, a nível público (jardim ou parque urbano), e agricultura urbana.

Económicas

  • Aumento da eficiência energética nos edifícios pelas suas propriedades isolantes, reduzindo assim os custos de aquecimento e refrigeração sem necessitar de outro isolamento térmico. Durante o Verão protege o edifício da insolação directa e no Inverno reduz as perdas de calor.
  • Maior longevidade da cobertura, durando cerca do dobro do tempo das coberturas planas tradicionais
  • Reduz os gastos em comida e deslocação, ao proporcionar um espaço de agricultura urbana .

Para o edifício

  • Reduz a incidência de ventos.
  • Melhora o isolamento acústico do edifício.

Desvantagens

  • Sistema construtivo mais caro, mas rapidamente compensado pela poupança energética.
  • Custos de manutenção podem ser maiores, dependendo do tipo de cobertura verde.
  • Restrições ao nível do clima (por exemplo: zonas com muito vento não são propícias a jardins nas coberturas)
  • Sistemas de escoamento mais complexos, que saem mais caros em caso de necessitarem de reparação
  • Alguns tipos de coberturas verdes necessitam de estruturas mais resistentes para suportar o peso adicional.
A maior parte das coberturas verdes têm todas os mesmos componentes básicos: Membranas Impermeáveis e resistentes às raízes, um sistema de drenagem, um filtro geotêxtil e plantas.

EcoCasa Portuguesa

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Telhados Verdes



Melhorando o isolamento das suas casas, as pessoas podiam poupar até 85% nas suas facturas energéticas.

No conjunto da União Europeia os edifícios comerciais e residenciais concentram 40% do consumo total de energia e 36% das emissões de dióxido de carbono. Existe agora um amplo consenso sobre a importância estratégica dos edifícios com o objectivo de atingir as metas da UE para 2020 de 20% de poupança de energia e de 30% de redução nas emissões de gases de efeito estufa.

EcoCasa Portuguesa
http://www.facebook.com/ecocasaportuguesa
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