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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Construção Sustentável


O desenvolvimento sustentável é o equilíbrio entre as necessidades de desenvolvimento e o meio ambiente, visando melhorar as condições de vida atuais sem comprometer as gerações futuras.

Antecedentes

Desde que o Homem se torna sedentário, passa a ter necessidade de construir abrigos que lhe ofereçam proteção e que sejam duráveis. Na sua construção são utilizadas alvenarias de blocos de terra e pedra. É também usada a madeira e outros materiais naturais.
Com o aumento das exigências de resistência das construções, os materiais deixam de ser aplicados tal como são extraídos da natureza e passam a envolver transformação de matérias-primas, o que implica maior consumo energético.
Nos finais do séc. XIX surge um novo material de construção, o betão. Mais tarde, com o objetivo de otimizar as suas características mecânicas, é introduzido o aço em varão tornando-se o betão armado no material mais utilizado na construção até hoje. 
Na 2ª metade do séc. XX verifica-se um grande aumento da construção mas, muitas vezes, o crescimento das cidades faz-se de uma forma desordenada e com baixa qualidade construtiva. São ocupadas zonas rurais e destruídas zonas verdes. Os recursos naturais são usados em grande escala, provocando feridas na paisagem e danos ambientais avultados.
Face a esta realidade, começam a surgir críticas a este modelo de desenvolvimento urbano. Desperta a consciência coletiva de que se nada se fizer para inverter esta tendência, rapidamente se esgotarão os recursos naturais. Está em causa a própria existência da espécie humana.
Neste contexto, no final dos anos 60, emerge uma corrente ecológica que defende a preservação da natureza e dos seus recursos. A crise do petróleo, na década de 70, veio também despertar a ideia da necessidade de poupança de energia.

Conceito de desenvolvimento sustentável

O conceito de desenvolvimento sustentável surge pela primeira vez na década de 80. Defende-se um modelo em que haja um equilíbrio entre as necessidades de desenvolvimento e o meio ambiente. Visa melhorar as condições de vida atuais sem comprometer as gerações futuras.
O Protocolo de Montreal, de 1987, é um acordo internacional que estabelece metas para o controlo de emissão de substâncias que destroem a camada de ozono.
Em Portugal, em 1990, é apresentado um 1º Regulamento de Comportamento Térmico dos Edifìcios, sendo lançada em 2006 nova legislação, RCCTE e RSECE, aplicada a todos os edifícios e sendo a sua aprovação efetuada por peritos qualificados em térmica.
Em 1998, é estabelecido o Protocolo de Quioto (Kyoto), resultante de uma série de eventos, que visa a redução de emissão de gases poluentes responsáveis pelo efeito de estufa e o aquecimento global. Entra em vigor em 2005, englobando 141 países entre os quais Portugal. O protocolo não é aplicado aos EUA, o maior poluidor do mundo, o que leva países como o Canadá a questioná-lo.

Atualidade

Hoje o crescimento sustentável é uma prioridade de atuação. Assenta em três vetores: desenvolvimento economicamente eficaz, socialmente equitativo e ecologicamente sustentável.
Esta perspectiva de sustentabilidade é aplicada ao setor da construção, uma vez que este é o responsável por grandes danos sobre o meio ambiente.
O uso do betão começa a ser questionado. Pela sua durabilidade limitada, por envolver a utilização de grande quantidade de recursos naturais e pelo elevado consumo energético no fabrico dos materiais que o compõem.
Em alternativa aparecem novos sistemas construtivos como as estruturas metálicas leves (LSF) e em betão celular autoclavado (ACC). Ressurgem igualmente tecnologias em desuso, como a construção em taipa ou adobe e em terra.
São adotados progressivamente um conjunto de procedimentos com vista à diminuição do impacte ambiental das construções. Promove-se o uso de energia a partir de fontes renováveis, a recolha da água da chuva e reutilização de água, passa a ter-se um maior cuidado na escolha dos materiais construtivos e estabelecem-se normas para os resíduos da construção e da demolição.

Princípios básicos de uma construção sustentável

Reduzir o consumo energético
Durante a fase de obra e de utilização usando fontes de energia renováveis, minimizar os consumos energéticos e optimizar a iluminação e ventilação natural.
Diminuir o consumo de água
Redução da quantidade de água envolvida na produção de águas residuais. Instalação de autoclismos com sistemas de descarga diferenciados, uso de bases de duche em vez de banheiras e instalação de torneiras mono comando, entre outros.
Assegurar a salubridade dos edifícios
Maximizar a iluminação e ventilação natural e criar, se possível, aberturas para o exterior em todos os compartimentos.
Potenciar a durabilidade das construções
Usar materiais e sistemas construtivos que ampliem o ciclo de vida das construções.
Promover acções de manutenção e reabilitação do edificado
Usar materiais eco-eficientes
Usar materiais não nocivos à camada de ozono, duráveis, com baixa manutenção, com baixa energia primária, localizados próximo do local da obra e de fabrico a partir de materiais reciclados ou que no futuro possam a vir a ser reciclados.
Aproveitar as condições e recursos locais
Diminuir a área de implantação e o volume de construção
Apostar em inovações tecnológicas amigas do ambiente
Proceder a uma gestão sustentável da obra
Reduzir, reutilizar e reciclar resíduos sólidos
Promover um custo de obra economicamente vantajoso
O desafio atual para a arquitetura é então procurar criar soluções inovadoras que aliem uma estética atraente, a uma boa eficiência energética e um impacte ambiental reduzido.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Dois mil livros gratuitos sobre bioconstrução e permacultura


A plataforma virtual Ideas Verdes disponibilizou uma biblioteca com mais de dois mil livros, artigos e documentos gratuitos sobre bioconstrução, permacultura, agroecologia e sustentabilidade. Assuntos que desde os anos 1990 vêm sendo discutidos na agenda global e que na última década ganharam ainda mais peso devido aos efeitos já sensíveis da mudança climática em diversas partes do mundo, a biblioteca gratuita, com títulos em espanhol e inglês, pode ser uma fonte bastante útil para arquitetos, planejadores e paisagistas.
Em sua página oficial, a plataforma compilou uma lista resumida de títulos voltados ao estudo da permacultura, agroecologia e bioconstrução. Veja as sugestões a seguir: 

PERMACULTURA  E AGROECOLOGIA

  • John Seymour – El Agricultor Autosuficiente
  • John Seymour – La Vida En El Campo
  • Fukuoka – La Revolucion De Una Brizna De Paja
  • Fukuoka – La Senda Del Cultivo Natural
  • Bill Mollison – Introduccion A La Permacultura 
  • Bill Mollison – La Parabola Del Pollo
  • Bill Mollison – El Momento Mas Terrible Del Dia
  • David Holmgren – La escencia de la permacultura 
  • David Holmgren – Dinero Vs Energía fósil 
  • Emilia Hazelip – Coleccion De Agricultura Sinergica
  • Jairo Restrepo – ABC agricultura organica y harina de rocas
  • Jairo Restrepo – Abonos Organicos Fermentados
  • G.E. Xoriguer – Manual Practico para Construir Cajas Nidos
  • Mariano Bueno – Como Hacer Un Buen Compost
  • Josep Rosello – Como Obtener Tus Propias Semillas
  • Jerome Goust – El Placer De Obtener Tus Semillas
  • J. Fernandez-Pola – Cultivo De Plantas Medicinales Y Aromaticas

 BIOCONSTRUÇÃO

  • Predes – Construccion De Vivienda En Adobe
  • Gernot Minke – Manual De Construcción Con Paja
  • Gernot Minke – Manual De Construccion En Tierra
  • Gernot Minke – Techos Verdes
  • Johan Van Lengen – Cantos Del Arquitecto Descalzo
  • Johnny Salazar – Construyendo Con COB
  • Elias Rosales Escalante – Manual De Tratamiento De Aguas Grises
  • Bill Steen – La Casa De Fardos De Paja
  • Lourdes Castillo Castillo – Sanitario Ecológico Seco
  • Gustavo San Juan – Manual De Construccion De Calentador Solar De Agua
  • Pedro M. Molina – Como Hacer Hornos De Barro
Para acessar os mais de dois mil livros gratuitos para download clique aqui e navegue na biblioteca digital do Ideas Verdes.

Eco Casas - Energia Solar




A energia solar representa uma excelente forma de captação e produção de energia eléctrica sendo Portugal um país particularmente beneficiado pelas vantagens do seu uso. Infelizmente apenas uma diminuta percentagem é usada. Estima-se que em 2100 cerca de 70% de toda a energia utilizada no planeta terra seja de energia solar. 


A maior parte da energia do sol é a luz visível que pode ser aproveitada através da conversão em energia eléctrica através do uso de células fotovotaicas. 

Na sua maioria, as células fotovoltaicas são feitas de silicone , que é um dos materiais mais comuns na terra. Quando a luz solar incide numa célula fotovoltaica, os electrões viajam entre duas camadas através de uma arame devido a diferentes propriedades dos dois bocados finos de silicone.



Para a captação eficiente e geração de energia, as células fotovoltaicas são ligadas formando tabelas fotvoltaicas. Desta forma as células podem produzir electricidade suficiente para um consumo doméstico.

É cada vez mais comum, em grande parte devido aos benefícios concedidos pelo Estado, ver  painéis solares instalados em habitações (e não só) por todo o país.

A armazenagem de electricidade obtida através da luz solar é feito geralmente através do uso de uma bateria recarregável que contêm peças especiais e produtos químicos sendo capazes de carregar e descarregar energia quando necessário.

Existe também um controlador de carga electrónico que permite o carregamento da bateria de forma eficiente e impede que o painel solar sature a mesma protegendo os próprios painéis solares de danos eléctricos, mantendo a corrente unidireccional.

O uso de aparelhos domésticos é possibilitado por um inversor de energia que transforma a corrente directa (DC) emitida pela bateria em corrente alternada (AC). Hoje em dia muitos dos controladores de carga já vêm equipados com o seu próprio inversor.

O uso dos painéis solares, que estão cada vez mais baratos e acessíveis, pode ser feito em perfeita sintonia com outras fontes de energia como a rede pública eléctrica. 

Em alguns casos a energia produzida é superior à energia consumida podendo o excesso ser vendido à própria rede pública. A situação mais comum é fornecimento de electricidade durante o dia ser efectuado pelos painéis solares e durante a noite pela rede eléctrica nacional.






Benefícios Económicos
  • Depois do investimento inicial ser recuperado, a energia do sol é praticamente GRATUITA.
  • A recuperação / período de recuperação de investimento deste investimento pode ser muito curto dependendo de quanta electricidade a sua casa usa.
  • Estímulos financeiros são a forma disponível o governo que reduzirá o seu preço.
  • Se o seu sistema produzir mais energia do que aquela que é usada, a sua companhia de electricidade pode compra-lo de você, acumulando um crédito na sua conta!
  • Energia Solar não necessita de nenhum combustível.
  • Não é afectado pela provisão e a exigência do combustível e por isso não é submetido ao preço sempre que aumenta o do petróleo.
  • O uso da energia solar indirectamente reduz preços de saúde.


Benefícios Ambientais
  • Energia Solar é limpa, renovável (diferentemente de gás, óleo e carvão) e sustentável, ajudando a proteger o nosso ambiente.
  • Não polui o nosso ar lançando bióxido de carbono, o óxido de nitrogénio, o bióxido de cor de enxofre ou o mercúrio na atmosfera como muitas formas tradicionais de gerações eléctricas fazem.
  • Não contribui para aquecimento global, chuva ácida ou mistura de neblina e poluição.
  • Contribui para a redução de emissões de gás de estufa verdes perigosos.
  • É gerado onde é necessário.
  • Não contribui para o preço e problemas da recuperação e o transporte do combustível ou o armazenamento de resíduos radioactivos.


Benefícios de Autonomia
  • Pode ser utilizado para compensar o consumo de energia fornecido por utilidade. Não só reduz a sua conta de electricidade, mas também continuará fornecendo a sua casa com a electricidade no caso de uma perda por problemas na rede.
  • Um sistema de Energia Solar pode funcionar de forma totalmente independente, não necessitando duma conexão a um rede. Os sistemas, por isso, podem ser instalados em posições remotas (como cabanas de de férias), fazendo-o mais prático e rentável do que a provisão da electricidade de serviço a um novo sítio.
  • O uso da Energia Solar reduz a nossa dependência de fontes estrangeiras e/ou centralizadas da energia, sob o efeito de catástrofes naturais ou eventos internacionais e assim contribui para um futuro sustentável.
  • Energia Solar apoia o emprego local e a criação de prosperidade, funcionando como fomentador de economias locais.






Benefícios de Manutenção
  • Praticamente livre de manutenção e durarão durante décadas.
  • Uma Vez instalado, não há nenhum custo a acrescentar.
  • Funcionamento silencioso, não têm nenhuma parte em movimento, não liberta cheiros ofensivos e não necessita de combustível.
  • Mais painéis solares pode ser facilmente acrescentados no futuro quando as necessidades da sua família crescem.




Parceiro: APREN 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Casa low cost e sustentável


Há dez anos, estudantes de arquitectura da Universidade de Auburn, no estado norte-americano do Alabama, desenharam uma casa low cost e sustentável para a comunidade pobre, uma iniciativa denominada 20K Project – 20K significa o custo das casas, 20.000 dólares, cerca de €18.000.
Agora, a universidade espera transformar este design numa experiência real de construção em massa, o que está previsto, numa primeira fase, numa parceria com a vila de Serenbe, em Chattahoochee Hills, no estado da Geórgia.

Segundo o Inhabitat, a parceria entre a universidade e a comunidade de Serenbe vai permitir aos actuais alunos a primeira oportunidade de trabalhar com um construtor profissional e desenvolver todas as fases do projecto, incluindo o zoneamento e verificar se todas as regras de construção são cumpridas.
Em contrapartida a comunidade de Serenbe vai receber dois estúdios de trabalho que serão utilizados pelo programa anual de recebimento de artistas, o Serenbe Art Farm.
O projecto 20K começou em 2005 como pesquisa para criar uma casa barata e com um design atraente que pudesse ser paga ou arrendada por cidadãos que vivessem na dependência da segurança social – ou seja, não pudesse contrair um empréstimo para comprar casa. Até agora, os estudantes desenharam e construíram 17 protótipos low-cost que incluem modelos de um ou dois quartos.

Com 51 metros quadrados, cada uma destas casas utilizam materiais avaliados em €12.000. “Um vez concluídos os testes de campo, o nosso grande objectivo é desenvolver uma série de documentos de construção com todas as especificações para construir uma casa igual na nossa região”, conclui a universidade. 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Casas em Taipa - Construção Sustentável



A construção em terra, pedra e madeira permite cumprir um dos principais papéis que se impõe às construções actuais: a sustentabilidade dos materiais utilizados. Qualquer um destes materiais é reutilizável, não constituindo qualquer perigo, nem sobrecarga ambiental mesmo após a sua vida útil.

EcoCasa Portuguesa
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Pedras Salgadas Spa & nature resort.


The new eco-resort of Parque de Pedras Salgadas, Portugal, consists of a set of seven small houses in perfect harmony with the surrounding outstanding nature.
Designed in a modular prefabrication system but flexible to adapt to the specific places within the park, these houses result in several different combinations of the same three modules (entrance/bathing – living – sleeping) creating different morphologies and different dialogues with the surrounding nature, wisely occupying the empty spaces between the trunks oflarge trees and, at the same time, allowing each home to be unique, special and worth visiting.

The pitched roofs that caracterize the intervention redefine the contours of the park boundary and result, within the houses in comfortable but dynamic spaces. The vain corner contradicts the structural logic of the house but creates the ilusion that the park is inside the house framing living nature pictures.

The outer coating in slate tile reffers to the local construction traditions and the slatted wood used when there is a balcony creates the perfect resting spaces.


Fonte:ARCHMOV 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Casas em super adobe


O tijolo de adobe é um material usado na construção civil. É considerado um dos antecedentes históricos do tijolo de barro e seu processo construtivo é uma forma rudimentar de alvenaria.

O adobe foi utilizado em diversas partes do mundo, especialmente nas regiões quentes e secas, mas com o advento da industrialização no século XIX, as técnicas em arquitectura de terra foram, aos poucos, sendo abandonadas. Porém, podemos afirmar que estamos vivendo momentos de rompimento do preconceito de utilização deste material, com um novo olhar sobre a arquitectura, uma vez que esta se mostra ecológica e sustentável, por não acarretar desmatamento e emissão de gases com efeito de estufa na atmosfera como os tijolos cozidos.

A construção feita com este tijolo torna-se muito resistente, e o interior das casas muito fresco, suportando muito bem as altas temperaturas. Em regiões de clima quente e seco é comum o calor intenso durante o dia e sensíveis quedas de temperatura à noite, a inércia térmica garantida pelo adobe minimiza esta variação térmica no interior da construção. É por isso que actualmente vemos novas abordagens à construção com este tipo de material, como por exemplo a feita pelo arquitecto Nader Khalili, iraniano de nascimento, californiano por adopção, que desde finais dos anos setenta, desenvolveu na empresa que trabalha, a Cal-Earth, o que designou por “super adobe”, uma técnica de construção à base de sacos de areia e arame, à prova de terramotos, segundo o próprio.
Ainda segundo ele: “A terra é o material mais ecológico, abundante e duradouro que existe, e além disso encontra-se em qualquer local! Mil milhões de pessoas em todo o mundo precisam de habitação ou as suas casas são débeis e caem facilmente, e com o meu sistema isto não ocorre”.

EcoCasa Portuguesa
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sábado, 10 de março de 2012

Revestimento inovador que aquece casas

 

A argamassa é colocada em diferentes locais.


Uma equipa de investigação do departamento de Engenharia Civil da Universidade do Minho(UMInho) está a criar um revestimento revolucionário para paredes e tectos que aquece/arrefece a temperatura interior das casas e escritórios. A inovação ajuda a poupar na factura eléctrica, a um maior conforto térmico e à eco-sustentabilidade.

A tecnologia baseia-se em microcápsulas termicamente activas, aplicadas na superfície das argamassas – o que deverá ser uma prática corrente dentro de dez anos, esclarece José Barroso de Aguiar, docente da UMinho.

Em concreto, o composto de gesso, cal, cimento, areia, água e cápsulas microscópicas de PCM (material de mudança de fase) é colocado nas paredes e tectos e esta camada serve como climatizador: transita de fase líquida para sólida, e vice-versa, em temperaturas próximas da ambiente (20-25ºC).

Por exemplo, ao passar de fase sólida para líquida faz descer o termómetro e reter energia do compartimento. Com estes aditivos nas argamassas consegue-se reduzir o consumo de energia (eficiência), uniformizar a solicitação à rede energética, aumentar o conforto térmico dos edifícios, evitar o gasto das não renováveis e, por efeito, minimizar o consumo de dióxido de carbono. 
Patente portuguesa versus alemã
Constituição do projecto:
O projecto designado «Contribuição de Argamassas Térmicas Activas para a Eficiência Energética dos Edifícios» é apoiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e termina em 2013. Junta cerca de 25 investigadores das universidades do Minho (promotora), Aveiro, Coimbra (através do instituto IteCons) e ainda das empresas parceiras Secil Martingança e Sival, ligadas aos ramos das argamassas de cimento, cal hidráulica e gesso. Do Departamento de Engenharia Civil da UMinho está representado o seu Centro de Território Ambiente e Construção (C-TAC), com os docentes José Barroso de Aguiar, Manuela Almeida, Luís Bragança, Miguel Ferreira, Sandra Silva e a bolseira Sandra Cunha.
A UMinho está ligada a duas patentes, que investiga desde 2004. A Alemanha começou os estudos “quase em simultâneo”. A patente portuguesa aplica o PCM na parte exterior de um reboco de duas camadas; já a patente alemã coloca o PCM em toda a espessura do reboco.

A equipa de investigação minhota diz não ter registos de uma invenção do género no resto do mundo. E, em 2012, prevê fazer um workshop para os parceiros do projecto trocarem experiências; se tudo correr bem, também irá anunciar os resultados prévios e eventuais patentes.

Além de desenvolver sistemas construtivos energeticamente mais eficientes, a presente pesquisa coordenada pela UMinho procura averiguar a viabilidade técnica da aplicação dos PCM e quantificar a redução de consumos de energia para diversos tipos de imóveis e divisórias, através da comparação com argamassas convencionais e simulação numérica.

Garantir a qualidade 
No primeiro caso, quer-se garantir que a nova tecnologia não vai fissurar nem descolar da parede e, além disso, respeita as exigências europeias. No segundo, interessa saber qual a melhor compartimentação para rentabilizar a inovação, se um apartamento tipo T2 ou uma vivenda. “Acredito nesta tecnologia, é muito útil para a sociedade em geral. Dentro de dez anos, será corrente no interior dos edifícios”, nota José Barroso de Aguiar, realçando: “Vai valer a pena pagar mais quando se constrói, mas saber que esse custo inicial [no PCM] se amortiza em poucos anos, graças à poupança em electricidade”. 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Conforto numa casa poupada - EcoCasa Portuguesa



Uma habitação bioclimática reúne boa arquitectura, optimização do clima, protecção do ambiente e poupança. Só em electricidade e gás pode poupar mais de 250 Euros anuais.

Projectar e construir um edifício considerando a envolvente climática é o objectivo da arquitectura bioclimática. Deste conceito advêm ganhos bastante significativos. Tanto no Inverno, como no Verão, quase não precisa de aquecer ou arrefecer as divisões de casa. Tal repercute-se na conta da electricidade e de gás, mais baixa do que em construções onde o conforto térmico não está assegurado. Portugal tem um clima bastante favorável à adopção destes princípios.

Para perceber como aplicar algumas técnicas na sua casa, de modo a conseguir um maior conforto térmico, pode recorrer às agências de energia, municipais ou regionais. A Agência para a Energia (www.adene.pt) tem informação sobre o Sistema de Certificação dos Edifícios e os novos regulamentos.

Construção atenta aos pormenores
  • A orientação das fachadas da casa a Sul é favorável, no Inverno ou Verão, desde que com sistemas de sombreamento a proteger do sol directo. Numa sala de 30 m², por exemplo, as necessidades de arrefecimento podem aumentar em 1 kW, se a sala for orientada a Oeste, em vez de a Sul.
  • O isolamento térmico das paredes simples previne fugas de calor entre o interior e o exterior da habitação. O mesmo deve ser colocado no exterior, revestindo paredes e vigas e evitando as pontes térmicas. Uma parede simples isolada pelo exterior evita até 50% das perdas de calor.
  • Os vidros duplos protegem do calor e do frio. Têm duas camadas de vidro, separadas por uma câmara de gás inerte, de maior efeito isolante. As perdas de calor para o exterior reduzem-se em 45% com uma janela de vidro duplo e caixilharia isolante.
  • A chamada Parede de Trombe é constituída por um vidro exterior orientado a Sul, uma caixa-de-ar e uma parede de grande inércia térmica (de tijolo maciço, por exemplo). Estas paredes acumulam o calor do Sol durante o dia, transmitindo-o para o interior durante a noite.
  • A técnica de arrefecimento pelo solo permite refrigerar as divisões, fazendo passar ar do exterior por tubos enterrados, onde arrefece, sendo depois libertado na casa. No Inverno, o mesmo sistema permite pré-aquecer o ar.
  • A água pode ser usada para arrefecer o ar. Caso haja espaço disponível em frente à habitação, é possível criar espelhos de água. A evaporação da água dá-se junto às paredes exteriores da casa, diminuindo a temperatura do ar em seu redor.
  • As palas, ou varandas, por cima das janelas ajudam, durante o Verão, a quebrar a incidência directa do Sol.
  • As janelas basculantes permitem, com o estore parcialmente fechado, arejar a casa. Por sua vez, as janelas pequenas evitam o arrefecimento excessivo das casas viradas a Norte.
  • A forma do edifício influencia as perdas e os ganhos de calor entre o interior e o exterior. Quanto mais compacto for o edifício, menor serão as perdas energéticas. Além disso, uma casa baixa está menos exposta ao vento.
  • O uso de vegetação, de preferência a Este e a Oeste, evita a entrada de radiação solar directa através das janelas e protege as paredes exteriores do excesso de calor. A vegetação também protege do vento e oxigena o ar.
  • A utilização de painéis solares fotovoltaicos permite converter a energia solar em eléctrica, enquanto os colectores solares têm a vantagem de usá-la para aquecer água. A instalação destes sistemas leva à redução do consumo de energia eléctrica.
No poupar está o ganho
  • A falta de conforto térmico nas casas resulta de problemas construtivos. Para ultrapassar o desconforto, gasta-se electricidade em excesso para aquecer ou arrefecer. Porém, as casas construídas segundo critérios bioclimáticos apresentam temperaturas que, na maior parte do ano, dispensam equipamentos de aquecimento ou arrefecimento. Num edifício, a fase de maior impacto ambiental é a da construção, dado concentrar a grande fatia de consumo energético. Aqui, a arquitectura bioclimática é crucial nos mecanismos a que recorre para o diminuir: a orientação solar, o correcto posicionamento do edifício no terreno, a escolha adequada dos materiais de construção.
  • Os materiais de construção também influenciam as condições climatéricas no interior. A inércia térmica, própria dos materiais pesados, como dos tijolos maciços e da pedra, é importante em casas bioclimáticas. Com grande inércia térmica, mantêm-se mais tempo frescas durante o dia, enquanto armazenam calor, que libertam à noite.
  • Considerando um cenário de consumo de 12 500 kWh/ano, correspondente a um gasto de electricidade de cerca de € 65 mensais e de € 35 de gás, a redução em 80% da fatia do aquecimento significa uma poupança anual superior a 250 euros.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Construção Sustentável - Casas em Taipa


O acto mais sustentável que existe é reabilitar e aproveitar o que existe.

A sustentabilidade não é opção, é o único caminho. 
A gestão eficiente da água e o aproveitamento dos recursos energéticos renováveis podem ser determinantes para a sustentabilidade económica.

A eco-construção refere-se aos edifícios ou empreendimentos que são concebidos para reduzir o impacto no meio ambiente. São, portanto, edifícios mais eficientes na utilização de energia, na utilização da água e recorrendo a recursos locais, nomeadamente ao nível dos materiais de construção.

EcoCasa Portuguesa

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Casas em Taipa - Construção Sustentável


A construção em terra, pedra e madeira permite cumprir um dos principais papéis que se impõe às construções actuais: a sustentabilidade dos materiais utilizados. Qualquer um destes materiais é reutilizável, não constituindo qualquer perigo, nem sobrecarga ambiental mesmo após a sua vida útil.

EcoCasa Portuguesa

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Foto:Habitação em Beja
Habitação unifamiliar construída em taipa...
Proj. Arquitectura Bartolomeu Costa Cabral, João Gomes 
e Mário Anselmo Crespo

sábado, 17 de dezembro de 2011

A construção em terra


Ainda hoje, são inúmeros os montes com construções em taipa, muitos deles abandonados à espera de renovação.

Em Portugal, é essencialmente no Baixo Alentejo que a construção em terra tem maior expressão. A estrutura geológica, as características do solo, a herança cultural de povos com tradição em construções de terra, o clima seco e o ambiente essencialmente rural são factores fundamentais para potenciar o desenvolvimento da construção em terra.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Construção em Terra Crua - Casas em Taipa



"Para fazer uma boa taipa, a terra tem de ser carregada por um coxo e batida por um louco"


Quer isto dizer que quem transporta a terra tem de o fazer com lentidão, de modo a permitir aos que a batem (são normalmente dois homens... os taipeiros), o façam vigorosamente, como loucos. Actualmente, o processo de compressão da terra é feito com pilões pneumáticos.


Característica da cultura mediterrânea, a taipa, mais do que uma técnica, é o reflexo da perspectiva social, económica e cultural de uma época.


A construção em terra crua é totalmente ecológica, com materiais não poluentes e tendo como única fonte de energia o sol.


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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Casa construída com garrafas de plástico - Nigéria


A Associação de Desenvolvimento de Energias Renováveis (DARE), na Nigéria, descobriu uma nova solução para pessoas que necessitam de um lar. A solução foi encontrada em garrafas de plástico desperdiçadas.

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